Yamaha diz que fez “teste de funcionalidade” com V4: “Não é hora de avaliar performance”

Chefe da Yamaha, Massimo Meregalli explicou que Fabio Quartararo e Álex Rins só poderão testar o novo motor V4 quando a performance for boa o bastante “para ser sentida”

Chefe da Yamaha, Massimo Meregalli explicou que a equipe fez apenas um “teste de funcionalidade” com o novo motor V4. De acordo com o dirigente, ainda não é hora de avaliar a performance do propulsor que está sendo desenvolvido como uma alternativa ao atual de quatro cilindros em linha.

Na quarta-feira (11), a casa de Iwata foi ao circuito de Barcelona com a equipe de testes composta por Augusto Fernández e Andrea Dovizioso para um dia de testes privados, quando a equipe avaliou o novo motor V4. A equipe, aliás, divulgou pela primeira vez o ronco deste novo propulsor.

A Yamaha é a única entre as fábricas da MotoGP que usa motor de quatro cilindros em linha. Mas, tentando recuperar a competitividade perdida, a marca dos três diapasões passou a desenvolver um V4, que ainda está em fase de testes.

“A equipe de testes está ocupada desenvolvendo os dois”, disse Meregalli. “A moto atual [com motor de quatro cilindros em linha] e a nova moto [motor V4]. Com a nova moto, fizemos apenas um teste de funcionalidade”, seguiu.

Yamaha está testando motor V4 na Catalunha (Foto: Yamaha)

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“Não estamos no momento de avaliar performance. Os caras de fábrica vão testar esta moto só quando acreditarmos que a performance é boa o bastante para ser sentida, entendida”, explicou.

Ainda, Maio comentou o trabalho da Yamaha no teste de Aragão na comparação com o mesmo período do ano passado.

“Se compararmos com o ano passado? Nós finalizamos com um gap de 39s, mas [neste ano] foi de 19s”, apontou. “A volta mais rápida do ano passado foi 1s3, [este ano] foi menos do que quatro décimos. É isso que estamos monitorando na evolução da moto. Fabio fez uma volta realmente boa. Gostei do fato de que nós sofremos na sexta-feira, mas no sábado chegamos ao Q2 para começar a corrida na terceira fila”, seguiu.

“Tivemos algumas atualizações no motor, só pequenas atualizações. Sempre exploramos os acertos que não podemos explorar durante o fim de semana de corrida. O plano era maior do que o tempo que tínhamos”, reconheceu. “Nossa forma de trabalhar é a seguinte: se eles não vêm pontos negativos, então é o caminho que vamos seguir. É uma questão de ajuste fino”, encerrou.

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