Marini vê “pior acidente da carreira” em Suzuka e mira “voltar assim que corpo deixar”
Antes de embarcar de volta à Itália no dia 7, Luca Marini contou que, inicialmente, não conseguiu compreender a seriedade das lesões que sofreu no acidente em Suzuka. Italiano destacou que evoluiu na recuperação, mas ainda não tem prazo para voltar
Luca Marini afirmou que sofreu em Suzuka o “pior acidente da minha carreira esportiva”. Liberado para retornar à Itália, o #10 da Honda explicou que trabalha para retornar à MotoGP “assim que meu corpo permitir”.
Logo após o GP da Grã-Bretanha, Luca viajou ao Japão para fazer um teste com a CBR1000RR-R SP para as 8 Horas de Suzuka, prova mais tradicional do calendário do Mundial de Endurance da FIM (Federação Internacional de Motociclismo). O irmão de Valentino Rossi, contudo, sofreu uma forte queda no segundo dia de atividades e precisou ficar uns dias internado antes de poder retornar à Itália.
No acidente, Marini deslocou o lado direito do quadril, fraturou o esterno e a clavícula esquerda, além de ter sofrido um pneumotórax no pulmão direito ― quando o ar escapa para a cavidade pleural. Inicialmente, o diagnostico apontava também danos no ligamento do joelho esquerdo, mas, dias depois, o pai do piloto, Massimo, revelou que isso não aconteceu.
Antes de embarcar de volta à Itália no último dia 7, Marini falou com a imprensa italiana e, mesmo sem maiores detalhes do acidente, explicou como estava.

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“Foi um golpe muito forte”, contou Luca em entrevista à emissora italiana Sky. “O pior acidente da minha carreira esportiva. Sem dúvida, um daqueles que nunca esquecemos”, desabafou.
Antes de voltar para casa, Marini falou em “entender qual é a situação real e ver quando poderá voltar”. “Mas estamos fazendo todo o possível para que seja o mais cedo possível”, disse.
“Fiquei tranquilo desde o início. Fiquei sempre consciente, lúcido sobre o que tinha acontecido. No início, não consegui entender a gravidade da situação, mas sempre tive o objetivo de voltar o mais rápido possível, assim que meu corpo permitir”, insistiu.
Luca contou que além da esposa, Marta, e da filha, Angelina, a mãe, Stefania, também estava com ele no Japão ajudando no processo de recuperação.
“Em uma semana, tive uma melhora incrível e, por sorte, estava aqui com Marta, Angelina e a minha mãe, que me ajudaram a ficar ainda mais tranquilo e a aproveitar esses dias da melhor maneira possível para recarregar as energias e me recuperar”, contou. “Sempre estive em contato com a minha equipe e os meus engenheiros, que estão aqui para me ajudar e compreender a situação”, encerrou.
No GP de Aragão da semana passada, a Honda não apontou substituto, mas, agora, terá de nomear alguém para a vaga de Luca no GP da Itália do fim de semana, como determina o regulamento do Mundial de Motovelocidade.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 20 e 22 junho, com o GP da Itália, em Mugello, 9ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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