Ferrari justifica tática com Leclerc no Canadá: “Seria otimista dar 50 voltas com pneu duro”
Charles Leclerc ficou contrariado com o "plano B" da Ferrari no GP do Canadá, porém Frédéric Vasseur explicou que não havia certeza se os pneus duros aguentariam tantas voltas
A Ferrari explicou a decisão de ir contra a vontade de Charles Leclerc e pará-lo dentro das janelas desenhadas pela Pirelli para o GP do Canadá, realizado no domingo (15). O chefe, Frédéric Vasseur, disse que o desejo do piloto de arriscar um stint mais longo até fazia sentido, mas seria “otimista demais” conseguir completar 50 voltas com os pneus duros.
Leclerc, em oitavo no grid, foi um dos que largaram de pneus duros. Antes da primeira parada, foi avisado pela equipe que estava no “plano B”, porém defendeu que queria o C. Ele foi chamado para a primeira troca na volta 28 e devolvido à pista com novo jogo de duros, o que o deixou contrariado. “Disse que os pneus estavam bons”, claramente querendo esticar o stint.
Depois, voltou a reclamar: “Estamos esperando pelo quê?”, e ouviu do engenheiro de volta que a Ferrari “não queria andar muito com os médios” no trecho final. “Não entendo. Os médios parecem bons para mim”, em total desaprovação com a decisão do time vermelho. A troca só veio na volta 54 de 70.
Vasseur esclareceu a escolha tática da Ferrari aos jornalistas em Montreal. “Charles não estava satisfeito com a estratégia até ter uma visão completa da situação. Falei com ele sobre isso depois da corrida e disse que ele estava certo, pois, estando no fim do primeiro pelotão, não tínhamos muito a perder e podíamos correr riscos.”

“Para nós, no entanto, teria sido um pouco otimista demais completar 50 voltas com o pneu duro, não tanto pela vida útil em termos de desempenho, mas pela vida útil do desgaste. Provavelmente, precisaríamos de mais algumas voltas durante o fim de semana para estimar isso”, salientou.
“O primeiro setor foi nosso ponto fraco, mas na última volta da classificação estabelecemos o recorde, mostrando que tínhamos ritmo. Não quero dizer que teríamos conquistado a pole-position, mas pelo menos estávamos em uma boa posição. Acho que, como grupo, cometemos muitos erros, começando com o acidente no TL1 e terminando com a marmota na corrida [atropelada por Lewis Hamilton]”, seguiu.
“No final das contas, a briga é tão acirrada que, de um fim de semana para o outro, se você não for perfeito, nada muda, não tanto o tempo de volta, mas a posição final”, encerrou Vasseur.
A Fórmula 1 retorna de 27 a 29 de junho, na Áustria, 11ª etapa da temporada 2025.
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