Albon nega tensão com Williams por estratégia no Canadá: “Sempre tomamos a decisão certa”

Alexander Albon minimizou as discussões sobre estratégia que teve com a Williams em Montreal e disse que o alto desgaste dos pneus foi o maior problema

A jornada de Alexander Albon no GP do Canadá, realizado no último domingo (15), não aconteceu exatamente da maneira que o piloto esperava. O tailandês, no entanto, negou que tenha ficado tão frustrado com a estratégia da Williams quanto pareceu inicialmente, quando os rádios divulgados durante a transmissão da corrida deram a entender de que existia um grande clima de tensão.

Ao largar da nona posição, o dono do #23 optou por começar a etapa com os pneus médios, assim como a maioria dos rivais que estavam à frente — com exceção de Charles Leclerc e Lando Norris, que escolheram os duros. Na primeira parte da corrida, chegou a pedir à equipe para que antecipasse a ida aos boxes, mas a escuderia inglesa decidiu deixá-lo na pista por mais um tempo. Como resultado, passou a perder terreno para os adversários que vinham logo atrás, com o composto faixa branca.

Por fim, quando os azuis decidiram realizar a troca da borracha, foi Albon quem se negou a parar. Na verdade, com a estratégia errada, o tailandês já estava em desvantagem em relação aos demais pilotos, por isso a decisão seria arriscar um único pit-stop. Ao fazê-lo, retornou na última posição, o que, por fim, acabou não mudando depois, já que precisou abandonar por causa de um problema na unidade de potência.

“Para ser sincero, este ano temos sido muito bons em estratégia, sinto que sempre tomamos as decisões certas. Em condições mistas, em pista seca, pense em Ímola, onde fizemos a estratégia de uma parada funcionar, e em situações como Melbourne ou Miami, onde tomamos as decisões corretas em relação aos pneus. Então, como equipe, acho que somos muito fortes nisso”, disse Albon.

No fim, Alexander Albon acabou abandonando por um problema no motor (Foto: AFP)

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“Desta vez, ficamos presos — queríamos fazer a estratégia de uma parada funcionar, provavelmente foi apenas ansiedade para tentar recuperar as posições que perdemos na largada. De certa forma, tínhamos ritmo, então achamos que conseguiríamos fazer a estratégia dar certo e compensar o desgaste [dos pneus] apenas com um carro mais rápido do que as Alpine, por exemplo, que estavam segurando todo mundo”, seguiu.

“Mas o desgaste é alto aqui, e quando acontece, não dá para compensar com ritmo. Começou bem mais tarde na corrida do que no TL2, então achamos que poderíamos estender [o stint], mas na verdade, quando o desgaste começa, temos de parar”, concluiu.

Fórmula 1 retorna de 27 a 29 de junho, na Áustria, 11ª etapa da temporada 2025.

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