5 coisas que aprendemos com o GP da Itália, 9ª etapa da MotoGP 2025

Da força impossível de conter de Marc Márquez até as qualidades inexpressivas da Honda, passando pela cara dura de Arón Canet, os aprendizados do GP da Itália de MotoGP

Um dos circuitos mais tradicionais do calendário, Mugello recebeu a MotoGP no fim de semana para mais um marcante GP da Itália. Desde vez, foi Marc Márquez quem provou o sabor de dominar na casa da Ducati, já que cravou a pole e venceu as duas corridas do fim de semana.

Mas, ainda que o mais velho dos Márquez tenha sido o protagonista, a disputa na Toscana foi mais uma oportunidade para atuação de Álex Márquez contra o irmão ser questionada, bem como para Francesco Bagnaia mostrar que, ainda que não tenha esquecido como correr, está contido por uma Desmosedici que não encaixa no modo de pilotar dele.

O GRANDE PRÊMIO traz os principais aprendizados do último domingo:

93 x Marc Márquez

GP da Itália começou quente no domingo (Foto: Ducati)

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Nesta altura do campeonato, nem é mais necessário exaltar a força de Marc Márquez, mas, em determinados momentos, o hexacampeão da MotoGP vem e esfrega a superioridade na cara de todo mundo.

Historicamente, Mugello não era um circuito favorável ao #93. Afinal, ele tinha conquistado por lá uma única vitória ― em 2014. Mas, montado na dominante Ducati, nada disso importa. O piloto de Cervera foi lá e, de novo, mostrou quem é que manda.

Irmão é irmão

Álex Márquez vive o melhor momento da carreira. Na sexta temporada na MotoGP, o #73, enfim, resolveu mostrar a que veio. Tirando proveito máximo da excelente Ducati GP24, o espanhol é o segundo colocado na classificação do Mundial de Pilotos e, assim, a principal ameaça a Marc Márquez.

O problema é que Álex não atua contra Marc da mesma maneira que faz contra os demais. O cuidado extra, obviamente, é compreendido. Afinal, irmão é irmão e, certamente, ele não quer correr o risco de machucar Marc. Mas, em determinados momentos, como neste fim de semana, por exemplo, parece que o caçula se recusa a correr contra o #93. Se no começo do ano as disputas entre eles eram mais intensas, agora o titular da Gresini sequer mostra resistência.

Tem problemas

Francesco Bagnaia chegou em Mugello dizendo que se não conseguisse ser competitivo em casa seria um sinal de que tem problemas. E, ainda que o bicampeão da MotoGP tenha sido mais forte do que vinha demonstrando até aqui, as dificuldades ficaram evidentes.

As primeiras voltas do GP da Itália deixaram evidente que Pecco não esqueceu como pilotar e nem tampouco se acanha diante de Marc Márquez. Mas também ficou patente que as dificuldades com a dianteira da Ducati ainda não foram superadas. Conforme o pneu dianteiro desgasta, o ritmo desaparece e o #63 vira presa fácil para os rivais.

Qualidade que não é para todo lugar

A temporada 2025 tem mostrado um salto claro de performance da Honda, mas Mugello deixou evidente que as qualidades da RC213V não se fazem presentes em todo lugar. Joan Mir chegou a dizer que Mugello não permitia “destacar os pontos fortes da moto”.

E assim foi. A fábrica japonesa somou apenas cinco pontos na Itália no combinado dos quatro pilotos, todos eles com Mir.

Honda teve performance apagada na Itália (Foto: Honda)

Prometeu, mas não entregou tanto

A KTM se mostrou um destaque em Mugello. Ao menos nos treinos. Na hora da corrida, porém, a coisa complicou sensivelmente. Na sprint, por exemplo, Brad Binder e Pedro Acosta sequer completaram.

No total do fim de semana, a casa de Mattighofen somou só 21 pontos no somatório dos quatro pilotos, bastante menos do que a performance inicial prometia.

Como assim, parceiro?

A lição extra fica na conta da Moto2. Mais uma vez, Diogo Moreira se colocou protagonista e brigou entre os ponteiros. Depois de garantir a pole e largar bem, o brasileiro se viu em um intenso duelo com Arón Canet pelo terceiro posto na Itália.

A disputa entre os dois foi divertida, com várias ultrapassagens, sem que nada chamasse atenção negativamente ou despertasse a fúria punitivista dos comissários da FIM (Federação Internacional de Motociclismo). Só que o espanhol saiu reclamando de uma suposta agressividade exagerada do brasileiro e disparando que era possível “ser mais respeitoso”.

Não deu para entender o ponto de vista do espanhol. Nem com esforço.

A MotoGP volta a acelerar entre os dias 27 e 29 junho, com o GP dos Países Baixos, em Assen, 10ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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