McLaren busca reagir, Mercedes quer se consolidar: Áustria chega quente na F1 2025
A F1 abre na Áustria uma rodada dupla crucial para os rumos da temporada 2025. Se Red Bull e Ferrari tentam as cartadas finais na evolução dos carros, a Mercedes quer mostrar que pode render no calor, enquanto a McLaren busca retomar a forma e o controle do campeonato
A F1 se aproxima das férias, mas não sem antes enfrentar uma série de provas determinantes para o que vai ser da temporada 2025: são duas rodadas duplas, com Áustria e Inglaterra e, três semanas depois, Bélgica e Hungria. Quatro ótimos circuitos, condições climáticas que devem mudar bastante e, no fim das contas, um período crucial para entender como as equipes vão se portar daqui até o fim do ano.
Por enquanto, porém, vamos nos ater ao que Áustria e Inglaterra devem entregar nesses próximos dias. E o que mais chama a atenção de cara, além das particularidades de cada pista, em um Red Bull Ring com o estilo ‘superkartódromo’ e Silverstone mais técnico, são as variações de temperatura: previsão de 31ºC em Spielberg neste domingo, enquanto na Inglaterra a expectativa é de 19ºC no dia da corrida. Diferença brutal.
No fim das contas, é bem possível que a F1 viva duas provas completamente diferentes na ordem das forças pelas condições tão díspares, mas é exatamente isso que as rivais da McLaren precisam evitar: passou da hora de Red Bull e Mercedes, principalmente, portarem-se competitivas em variadas situações. Porque é exatamente essa a grande força dos papaias.
Neste sentido, o GP da Áustria ganha todo um contorno dramático. Quer dizer, tudo indica que a Mercedes dispute para valer uma vitória no friozinho britânico, por exemplo, mas uma performance forte prateada em Spielberg já seria encarada como surpresa. É por aí o tamanho que a prova do fim de semana ganha.

Comecemos, então, pela Mercedes. Atual vice-líder do Mundial de Construtores, os prateados sabem que muito dificilmente vão ser capazes de desafiar a McLaren, não só pelas deficiências do carro, mas também porque é natural que Kimi Antonelli sofra oscilações no ano de novato.
É bem verdade também que o discurso por lá ainda não é de acreditar que George Russell tenha muitas chances no Mundial de Pilotos, mas a disputa vai se abrindo, não dá para negar. 62 pontos ainda é uma distância confortável que Oscar Piastri sustenta sobre o inglês, sim, mas não irreversível.
O ponto é que a Mercedes e o próprio Russell olham bem menos para a matemática e mais para o que é a realidade do time. E a realidade prateada, pelo menos por enquanto, é de penar firmemente quando os termômetros rompem a barreira dos 25ºC. Aí que a corrida do fim de semana se torna ainda mais importante.
Vinda de brilhante vitória com Russell em um GP do Canadá que ainda teve Antonelli conquistando o primeiro pódio da vida, a Mercedes sabe que vai ser legal se vencer na Inglaterra, mas que ainda mais importante é render direito na Áustria. No fim das contas, é simples: não existe qualquer chance de disputa se souber correr apenas no frio. Um pódio, no mínimo, poria os caras como um fator real na briga pelo título. E faria com que George chegasse em Silverstone pensando bem maior.

A história já é outra na Red Bull. Os taurinos não têm muito isso de frio ou calor, mas também precisam se provar. A real é que o time austríaco talvez tenha auges menores do que os da Mercedes no frio, por exemplo, mas um Max Verstappen como trunfo irrefutável.
A questão é que a F1 2025 tem mostrado que, sozinho, Verstappen não vai conseguir ser pentacampeão. Muito pela evolução da McLaren, mas também pela bagunça interna que toma conta da Red Bull, o neerlandês precisa de ajuda. Não vai ser do companheiro de equipe, isso está claro, mas o carro pode e deve subir alguns degraus.
Para a corrida de casa, na Áustria, no Red Bull Ring, só a vitória interessa. É uma pista de ótimo retrospecto para Max, mas não só isso: são poucos os grandes desafios técnicos que o traçado impõe, quer dizer, esse carro não pode sofrer tanto assim. No meio disso, uma espécie de all-in taurina: o mais novo pacote de atualizações.
“Se não funcionar, vai ficar muito difícil”, descreveu com precisão Helmut Marko, consultor do time austríaco.

A Ferrari vive cenário similar ao da Red Bull no sentido de que aposta em novidades na rodada dupla que vem chegando, mas tem tanta questão interna para resolver e está tão longe da briga que, no momento, nem cabe aqui na mesma análise dos postulantes.
Por fim, a McLaren. E aqui é interessante: ao mesmo tempo em que os papaias não estiveram nem perto da melhor versão no Canadá, parecem imbatíveis caso a reencontrem logo na Áustria. Basicamente, uma nova melhora da McLaren pode significar fim da linha para as rivais, mesmo que elas evoluam.
Os papaias são favoritos no Red Bull Ring, inclusive. Ainda que seja uma pista que tenha bons pontos de alta velocidade que podem favorecer os taurinos, o traçado também tem lá suas curvas mais de média, ponto forte da McLaren. Isso sem falar no calor, sempre amigo do MCL39.
Hoje muito mais preocupada em resolver fios que possam ter se soltado depois de Lando Norris bater em Piastri em Montreal, a McLaren sabe que não pode perder de vista qualquer chance para ampliar a distância para as rivais. Responder o desempenho abaixo do Canadá é vital e, uma eventual vitória como foi a da Espanha, também depois de performance mediana em Ímola, seria fundamental.
Em geral, a vantagem da McLaren ainda é boa, em pontos e em performances, mas não dá para pensar em ficar sem vitórias nessa rodada dupla, por exemplo. Ou todo o discurso sobre o enorme favoritismo vai começar a virar. Enquanto não vira, porém, os papaias são os donos da bola e ditam o ritmo do campeonato.
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A Fórmula 1 realiza o GP da Áustria neste fim de semana, de 27 a 29 de junho, no Red Bull Ring, 11ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Spielberg para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
GP da Áustria de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 08:30 | 10:30 | 12:30 | 13:30 |
| Treino livre 2 | 12:00 | 14:00 | 16:00 | 17:00 |
| Treino livre 3 | 07:30 | 09:30 | 11:30 | 12:30 |
| Classificação | 11:00 | 13:00 | 15:00 | 16:00 |
| Corrida | 10:00 | 12:00 | 14:00 | 15:00 |
*Horário de Brasília
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