Alex Márquez justifica contenção em disputas com Marc: “Não ataco, pois não chego”
Álex Márquez negou que esteja se segurando para atacar o irmão nas disputas entre os dois e afirmou que simplesmente não chega perto o bastante para tentar ultrapassar já que Marc Márquez é “mais rápido”
Álex Márquez voltou a dizer que a falta de combatividade contra Marc Márquez é fruto da velocidade superior do irmão na MotoGP. O titular da Gresini explica que não ataca o rival da Ducati, pois “não chega” até ele.
Desde o início da temporada, Álex se colocou como o rival mais forte de Marc na luta pelo título. Passadas as primeiras nove etapas do ano, o caçula tem 40 pontos de atraso em relação a Marc no Mundial de Pilotos, enquanto Francesco Bagnaia, que é o terceiro, já está a 110.
No entanto, Álex tem sido questionado pela maneira supostamente diferente de que atua contra o irmão. Alguns afirmam, até, que o #73 se recusa a combater Marc.
Às vésperas do GP dos Países Baixos, Álex foi questionado se pretende manter a prática de compartilhar estratégias, algo que Marc já afirmou que os dois fazem, mas indicou que não vê necessidade de mudar a forma de atuação.

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“Em relação a compartilhar estratégia, é difícil compartilhar estratégia. Isso não é a Fórmula 1, onde você pode dizer: ‘Ok, vou parar na volta 10’. São corridas em que você precisa forçar”, comentou. “Mas isso depende de como você se sente. Você pode pensar, posso contar para ele ou ele pode contar para mim: ‘Vou tentar poupar pneus’. Eu também quero poupar pneus”, seguiu.
“Quando você está em uma moto, é sempre difícil. Então não é um compartilhamento de estratégia. Talvez dê para compartilhar estratégia mais no treino do que na corrida. Na corrida, todo mundo precisa forçar”, observou.
Ainda, Álex reagiu às acusações de que atua diferente quando o rival é Marc do que faz em relação aos outros.
“Acho que, olhando de fora, algumas pessoas estão tentando criar uma guerra ou uma batalha entre Marc e eu”, declarou. “É o que as pessoas querem incentivar, ver alguma competição. Já temos isso. Nós somos irmãos. Nós disputamos toda nossa vida. Você quer bater seu irmão, quer estar na frente e quer ser melhor na vida do que o seu irmão”, defendeu.
“Mas isso não vai mudar. No momento, ele é mais rápido do que nós. Por isso, muitas vezes as pessoas dizem: ‘Álex não ataca ele’. Eu não o ataco, pois não chego”, justificou. “Ele talvez tenha 0s1, 0s2 mais. Quando alguém na frente tem 0s1 ou 0s2 mais, você não chega para ultrapassar. Você está sempre no limite. Então tenho de fazer corridas inteligentes e, especialmente, a estratégia no momento não é ruim”, avaliou.
Por fim, Álex reforçou que é o rival mais próximo de Marc na disputa pelo título e considerou que isso, por si só, já mostra que a estratégia adotada por ele funciona.
“Sou o único piloto com ele. Só eu posso disputar com ele no momento, pois o terceiro colocado, que é Pecco, já está a 110 pontos de Marc. Então a estratégia de agora não é ruim”, insistiu. “Temos de continuar assim e, quando uma oportunidade como a da sprint de Silverstone chegar, vou atacá-lo. Se ele tem mais velocidade, fica impossível lutar, pois ele é mais rápido e você não chega para ultrapassar”, concluiu.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 27 e 29 junho, com o GP dos Países Baixos, em Assen, 10ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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