Cadillac admite gestão inspirada em projeto que levou homem à Lua: “Enorme desafio”

Chefe da Cadillac, Graeme Lowdon explicou que trabalho em sedes espalhadas pelo mundo exige gestão horizontal para estreia na F1 2026

A Cadillac entra em contagem regressiva para a estreia na temporada 2026 da F1. A equipe norte-americana tem um semestre pela frente para deixar tudo pronto para colocar o carro na pista e, de fato, começar a jornada na categoria mais popular do planeta. Diante do desafio de tirar do papel um projeto que saiu do zero, Graeme Lowdon, chefe do time, admitiu que a gestão é inspirada no programa Apollo, desenvolvido pela NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, para levar o homem à Lua entre 1961 e 1972.

Se assim podemos dizer, o projeto da Cadillac na F1 é espólio do sonho de Michael Andretti em ser dono de uma equipe na categoria, mas o ex-piloto da Indy deixou o comando da Andretti Global em setembro do último ano, anunciando que gostaria de desacelerar o ritmo. Dan Towriss, então sócio-investidor, assumiu o comando da estrutura e a renomeou de TWG Motorsport. O empresário conseguiu aprovação para ingressar na Fórmula 1 e para isso colocou a marca de luxo da GM como chamariz.

Com isso, a Cadillac se aproveita da estrutura que foi construída em torno do sonho de Michael Andretti, com algumas sedes espalhadas ao redor do planeta. Os trabalhos têm sido realizados em Silverstone, em Fishers — norte de Indianápolis, nos Estados Unidos, onde será o principal centro de produção do time —, além dos centros técnicos da GM em Warren, em Michigan, e Charlotte, na Carolina do Norte.

“Se olharmos para o desafio que temos pela frente, os prazos são inadiáveis. Há uma necessidade enorme de interação entre os pares — engenheiros falando com engenheiros. A opção é por uma estrutura de gestão muito horizontal, altamente inspirada no projeto Apollo. Não estamos levando alguém à Lua, mas, às vezes, parece que sim. Baseamos bastante na estrutura de gestão que foi usada naquele programa”, falou o chefe da Cadillac ao portal The Race.

Dan Towriss é o proprietário do grupo dono da Cadillac (Foto: IndyCar)

Lowdon destacou que a comunicação na Cadillac será vital para o sucesso do projeto e traçou um paralelo com a gestão de órgãos militares, apontando que há semelhanças com o gerenciamento de um time de F1.

“Equipes de corrida muitas vezes são descritas em termos militares. A estrutura típica das forças armadas, de comando e controle — se dá ordens e as pessoas executam”, destacou o dirigente da Cadillac.

“Quando se trata de uma operação distribuída como essa, isso vira um enorme desafio. Não pode ter um engenheiro subindo e descendo numa cadeia de hierarquia para depois ter de mudar. No nosso caso, não é só uma localização geográfica diferente, mas um país distinto. Em vez disso, adotamos outra estrutura: controle de missão, não comando e controle. Todos sabem qual é a meta e sabem o que precisa ser feito”, encerrou o chefe da Cadillac.

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