Ben Sulayem deseja equipe chinesa na F1 em caso de reeleição na FIA: “Mais lucrativo”

Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem defendeu a ideia de uma 12ª equipe na Fórmula 1, mas deixou claro que o processo não é urgente e que vai acontecer de acordo com os "critérios de competência" das partes interessadas

De olho na reeleição para o cargo de presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Mohammed Ben Sulayem já começou a deixar claro quais são algumas das prioridades para o possível segundo mandato, que começaria em 2026. Além de trabalhar para atender ao pedido dos pilotos de limitar o número de corridas no calendário, o dirigente afirmou que está focado em atrair uma equipe chinesa para a Fórmula 1 — ainda que não exista urgência quanto ao assunto.

Em relação ao segundo tópico, o atual Pacto de Concórdia — um acordo comercial e regulatório entre a FIA, a Formula One Management (FOM) e as competidoras do Mundial — permite até 12 participantes no grid. No início deste mês de junho, Graeme Lowdon, escolhido para liderar o projeto da Cadillac, defendeu a abertura de mais uma vaga na competição, contanto que a parte interessada prove que possui as condições necessárias para se sustentar e ser competitiva.

E Ben Sulayem declarou que segue a mesma linha de pensamento. No entanto, o mandatário da entidade que gere o esporte a motor admitiu que deseja explorar especialmente o mercado chinês, um dos maiores do mundo e que deu amplo retorno à F1 quando Guanyu Zhou estava presente no certame com a Sauber.

“Quando abrimos o processo de manifestação de interesse [em 2023], em que se baseou o resultado? Em um devido processo, em critérios de competência, e sem considerar qual era a empresa, desde que ela cumprisse os requisitos da FIA”, disse em entrevista ao portal neerlandês RacingNews365.

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Mohammed Ben Sulayem defendeu a entrada de uma 12ª equipe na F1 (Foto: AFP)

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“Temos uma 11ª equipe. Acredito que devemos analisar o desempenho dessa 11ª equipe e, depois, se houver uma proposta chinesa — e agora falo em nome da FOM diante de vocês — eles vão aprovar, porque trata-se de sustentar o negócio”, explicou.

“Se houver uma equipe da China, digamos, e a FOM aprová-la — e tenho 100% de certeza de que aprovará —, não seria mais lucrativo com a entrada da China? Acredito que sim. Precisamos preencher o grid com uma 12ª equipe só por preencher? Não. Será a equipe certa”, frisou o presidente da FIA.

“Não estamos aqui para incomodar as outras equipes, mas também não será apenas por fazer. Tem de valer a pena. Para nós, a 12ª equipe precisa agregar valor à sustentabilidade do negócio da Fórmula 1 — e o negócio da Fórmula 1 não se trata de receita, e sim da longevidade do próprio campeonato”, destacou.

Mohammed Ben Sulayem disse que pilotos pedem controle do calendário (Foto: Red Bull Content Pool)

Por fim, revelou que os pilotos constantemente lhe pedem para limitar o número de corridas. Atualmente, a F1 visita 24 praças — e o número se manterá inalterado em 2026. “Ainda sinto que precisamos de mais equipes do que corridas. Os pilotos vêm até mim e dizem: ‘Por favor, nada de mais corridas'”, encerrou.

Fórmula 1 volta de 25 a 27 de julho, em Spa-Francorchamps, que recebe o GP da Bélgica.

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