Barrichello vê potencial na Aston Martin e cita adaptação ao WEC: “É preciso ser maduro”

Em conversa exclusiva com o GRANDE PRÊMIO, Dudu Barrichello falou sobre a adaptação ao mundo do endurance e comentou o potencial do Aston Martin #10 no restante da temporada 2025 do WEC

A temporada 2025 do Mundial de Endurance (WEC) não tem sido das mais carinhosas com Dudu Barrichello. Ao lado de Valentin Hasse-Clot e Derek DeBoer, que é desfalque para as 6 Horas de São Paulo neste final de semana, o brasileiro tem apenas 15 pontos somados em quatro rodadas a bordo do Aston Martin #10. Apesar disso, ainda se mantém confiante de que o carro tem bastante potencial e pode entregar mais na segunda metade do campeonato. 

Além disso, para Barrichello, esse é um ano de adaptação ao mundo do endurance depois de correr por duas temporadas completas na Stock Car. Em 2024, inclusive, terminou a campanha em terceiro lugar e disputou o título até a reta final. 

Agora, porém, a situação é diferente. Correndo na classe LMGT3, Dudu falou em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO sobre o momento de adaptação na carreira e os desafios de ter de dividir o carro com outros dois companheiros de equipe, algo que vai na contramão do que aprendeu durante toda a carreira até aqui. 

“É muito difícil quando saio de uma categoria bastante individual — onde uso o set-up que quero — e, do nada, preciso dividir o assento com outras duas pessoas. É preciso ir aprendendo. Ao longo dos meus 22 anos de vida, aprendi a ser individualista. E, neste ano, tenho de aprender a compartilhar, a não tirar todo o potencial do pneu, porque um companheiro vai estar no carro no próximo stint. Então, é um passo para trás para dar dois para frente, porque o resultado do companheiro de equipe é o meu resultado”, analisou Barrichello ao GP

Dudu Barrichello vê potencial no Aston Martin #10 (Foto: Fabrizio Boldoni / DPPI)

Além da corrida, Barrichello também tem de compartilhar o carro na classificação, um aspecto que também destacou. Apesar de reconhecer que o carro tem bastante potencial, principalmente vendo que o Aston Martin #27 conquistou a pole em Le Mans e está em quarto na temporada, Dudu também analisou que as classificações têm sido difíceis para a equipe. 

“A performance do carro, a gente sabe que tem, mas é preciso ser maduro, porque existem duas outras pessoas no carro. E, infelizmente ou felizmente, na classificação, que diz muito nesse campeonato, primeiro é o piloto bronze — o terceiro piloto — quem classifica, e se ele fica no top-10, eu, no caso, classificaria. E nas últimas quatro corridas, a gente fez isso uma vez”, relembrou Barrichello, citando a classificação em Spa-Francorchamps, quando terminou em segundo. 

“E a única vez que pude fazer a classificação, coloquei o carro na primeira fila. Isso demonstra o quanto de performance que a gente tem no Aston Martin, e estamos muito esperançosos. Temos muito potencial, mas não encaixamos ainda. Já está na hora da gente encaixar um bom resultado em uma boa hora”, concluiu. 

O WEC agora entra na segunda metade da temporada neste final de semana, com as 6 Horas de São Paulo, no Autódromo de Interlagos. O evento conta com cobertura IN LOCO do GRANDE PRÊMIO, que também transmite todas as etapas do campeonato AO VIVO COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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