Mercedes diz que “mão de ferro” de Ben Sulayem à frente da FIA “tem suas vantagens”
Chefe da Mercedes, Toto Wolff afirmou que vê algo de positivo no jeito autoritário de Mohammed Ben Sulayem comandar a FIA
Chefe da Mercedes, Toto Wolff voltou a demonstrar suporte ao atual presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem. Ele afirmou que embora reconheça o comando do emiradense “com mãos ferro”, a postura “pode ter suas vantagens”.
A atual gestão de Ben Sulayem à frente da FIA tem sido marcada por muitas controvérsias nos últimos anos, sobretudo envolvendo os pilotos da Fórmula 1. A mais recente foi a restrição aos palavrões nas comunicações via rádio — depois flexibilizada — e também em coletivas oficiais.
Wolff, aliás, foi um dos que demonstraram publicamente apoio à medida ao falar que todos tinham “responsabilidade com os fãs”, portanto era uma iniciativa “positiva”.
Durante a passagem da Fórmula 1 pela Áustria, ele voltou a comentar o trabalho de Ben Sulayem. “Não se pode negar que ele está comandando com mão de ferro”, começou Toto. “Ele não deixa ninguém lhe dizer o que fazer. Isso pode ter suas vantagens”, avaliou.

Sobre os palavrões, Wolff reforçou a opinião. “Tudo bem se eles desabafarem. Só não é bom é quando se transforma em ofensa pessoal. É aí que se traça um limite firme”, salientou.
Outro tópico que deu o que falar foi a pressão da FIA para que a Fórmula 1 — e aqui leia-se as equipes — aceitasse a chegada de uma 11ª equipe. Depois de muito imbróglio, a Cadillac finalmente teve aceitação de todos os envolvidos e vai estrar na categoria em 2026.
De início, Wolff era resistente à ideia, mas hoje considera que Ben Sulayem “provavelmente acertou com a 11ª equipe”, já que um time de fábrica como a Cadillac “é bom para o esporte, o que significa que algo positivo surgiu disso”.
A FIA passará por eleições presidências no final de 2025. Além de Ben Sulayem, que tentará a reeleição, Tim Mayer, ex-comissário-chefe da F1, lançou recentemente candidatura. Carlos Sainz, tetracampeão do Rali Dakar e bicampeão do WRC, chegou a cogitar a disputa, mas desistiu.
A Fórmula 1 volta de 25 a 27 de julho em Spa-Francorchamps, que recebe o GP da Bélgica.
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