Mercedes vê “muita coisa para aprender” com W16 após Bélgica: “Carro funcionava bem”
Ainda sem entender a queda de desempenho do W16 na temporada 2025 da Fórmula 1, Andrew Shovlin, diretor de engenharia da Mercedes, não descartou nem mesmo os efeitos da diretiva técnica da FIA no GP da Espanha
Diretor de engenharia da Mercedes, Andrew Shovlin até admitiu que a equipe poderia ter tirado proveito de uma estratégia melhor no GP da Bélgica, realizado neste domingo (27), mas deixou claro que os prateados ainda estão procurando os motivos para a queda recente na performance do W16. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, o dirigente negou que a diretiva técnica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), introduzida na Espanha, seja a grande culpada.
Após largar da sexta posição, George Russell conseguiu superar Alexander Albon, da Williams, e cruzou a linha de chegada na quinta colocação, atrás de Oscar Piastri, Lando Norris, Charles Leclerc e Max Verstappen. Por outro lado, Andrea Kimi Antonelli amargou o 16º posto, já que voltou a cometer erros na classificação e começou a 13ª etapa da temporada 2025 em 19º, à frente apenas de Fernando Alonso.
Ao ser questionado se a Mercedes perdeu alguma oportunidade de fazer algo diferente com algum dos pilotos, Shovlin apontou para Lewis Hamilton, que puxou a fila dos pit-stops ao levar a Ferrari para trocar os pneus intermediários pelos médios na volta 11. Com isso, o heptacampeão ganhou terreno e saltou para o sétimo lugar após começar a prova do fundo do grid.
“Se olharmos o que Lewis fez, parando uma volta antes para colocar pneus de pista seca, parece que fomos um pouco conservadores naquela transição. Então, esse é o único ponto em que acho que houve alguma oportunidade na corrida para terminar mais à frente”, apontou o dirigente.

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“Mas nosso foco está mais no ritmo do carro, em entender por que não conseguimos ter um desempenho melhor ontem, por que não fomos mais rápidos na corrida, já que estávamos perdendo contato com Max e Charles. Então sim, houve alguma oportunidade durante a corrida, mas não é nisso que a equipe vai se concentrar nos próximos dias”, explicou.
Em Barcelona, a FIA introduziu uma diretiva técnica para limitar a flexibilidade da asa dianteira das equipes. Como consequência, muitas tiveram de produzir peças novas, e embora a ordem de forças do grid não tenha sido diretamente afetada pela medida, alguns times apresentaram dificuldades para encontrar o melhor equilíbrio com os respectivos carros desde então. Shovlin não descartou que esse possa ter sido o caso.
“É isso que precisamos entender. No início do ano, tínhamos um carro que funcionava bem em praticamente todos os circuitos. Estávamos geralmente brigando pela segunda fila do grid, senão pela primeira. É provavelmente verdade, para qualquer um, que a diretiva técnica não melhora a estabilidade, mas essa asa dianteira já estava no carro em Montreal e funcionou bem”, apontou.
“O fato é que outras equipes estão conseguindo equilibrar os carros um pouco melhor. Sem dúvida há uma solução ali para nós, mas como eu disse, estamos analisando todos os passos que demos no design do carro nas últimas corridas. Não foi só a asa dianteira que mudou, e tenho certeza de que ainda há mais coisas que podemos aprender”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 1º a 3 de agosto em Hungaroring, palco do GP da Hungria, 14º da temporada.
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