Hamilton reforça papel além das pistas e diz: “Não quero legado, quero impacto real”

Sete vezes campeão da F1, Lewis Hamilton defendeu inclusão, criticou desigualdades no esporte e afirmou que quer usar influência para promover mudanças sociais concretas

Lewis Hamilton é visto por muitos como o maior piloto da história da Fórmula 1, mas voltou a reforçar que sua missão no esporte vai muito além do que faz ao volante. Em entrevista à emissora belga RBTV, o britânico falou sobre seu engajamento social, projetos e a responsabilidade que sente por ocupar um lugar de destaque dentro e fora do esporte a motor.

“Às vezes me dizem: ‘Fique quieto e só pilote’. Mas isso não seria eu”, afirmou. “Sou piloto, sim, mas posso fazer muito mais. Posso conversar com o primeiro-ministro do Reino Unido ou até com um presidente, se for necessário. E uso esse privilégio para ajudar quem tem menos oportunidades.”

Hamilton, que aos 40 anos segue ativo na F1 — agora abraçando o projeto da Ferrari — foi recebido recentemente em Downing Street por Keir Starmer, premiê britânico, para discutir reformas no sistema educacional. Fora das pistas, ele lidera a Mission 44, fundação voltada à educação de crianças em situação de vulnerabilidade, além de atuar com instituições que combatem a desnutrição infantil.

“Meu objetivo não é deixar um legado. Esse não é o meu foco. Quando eu era jovem, dizia que queria ser lembrado como um dos melhores pilotos de F1. Hoje, penso diferente. Houve grandes pilotos, cada era teve seu número um, e para mim, isso importa menos. O que quero focar é naquilo para o qual posso impactar de verdade”, afirmou Hamilton.

Lewis Hamilton (Foto: AFP)

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“Tenho uma fundação que educa crianças carentes. Quero que elas tenham acesso à ciência e à engenharia. Também trabalho com organizações que combatem a desnutrição infantil. Ainda existem mais de 100 milhões de crianças sem acesso à educação. Acho uma loucura pensar em todo o dinheiro gasto em guerras”, completou o heptacampeão mundial.

Para Hamilton, a F1 também precisa evoluir. O #44 criticou a desigualdade nos bastidores do esporte, a falta de diversidade no paddock e os contratos restritivos entre pilotos e equipes.

“A categoria cresceu demais, os lucros explodiram, mas isso não chegou a todos os funcionários”, pontuou. “No passado, pilotos como Niki Lauda pressionaram por mais segurança. Hoje, precisamos melhorar o acesso ao esporte e criar mais oportunidades”, concluiu.

Fórmula 1 retorna neste fim de semana, de 1º a 3 de agosto, em Hungaroring, palco do GP da Hungria, 14ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

GP da Hungria de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 108:3010:3012:3013:30
Treino livre 212:0014:0016:0017:00
Treino livre 307:3009:3011:3012:30
Classificação11:0013:0015:0016:00
Corrida10:0012:0014:0015:00

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