Ferrari defende polêmica inversão de posições no pit-lane nas 6H de Spa: “Evitou desastre”
Giuliano Salvi, chefe de equipe e testes da Ferrari, argumentou que a polêmica troca de posições no pit-lane durante as 6 Horas de Spa evitou um “desastre”
A Ferrari voltou a vencer neste último sábado (10) nas 6 Horas de Spa, terceira rodada do Mundial de Endurance [WEC]. Porém, a nova glória da marca italiana não veio sem uma pequena polêmica. Ainda cedo na prova, a equipe promoveu uma troca de posições perigosa no pit-lane, o que poderia ter gerado uma punição. Porém, Giuliano Salvi, chefe de equipe e testes da Ferrari, defendeu a decisão tomada em pista.
Na volta 80, durante um período de safety-car, Miguel Molina, no #50, entrou nos boxes na liderança, com o #51, de Antonio Giovinazzi, na cola. Porém, a ordem dos boxes na Ferrari é o oposto, com o #51 parando mais próximo da saída e o #50 atrás do carro irmão.
Por isso, a Ferrari optou por inverter as posições para fazer o pit-stop. No entanto, isso forçou Molina a diminuir a velocidade na entrada, deixar Giovinazzi passar e depois se juntar à faixa rápida. A manobra não-convencional forçou o BMW #20, que vinha logo atrás, a recuar, colocando o #50 sob investigação.
No final, a Ferrari recebeu apenas uma advertência, mas Salvi ainda entende que a equipe precisa rever o episódio para evitar uma sanção futura. Além disso, também revelou que a decisão de inverter as posições novamente para dar uma vantagem ao #50 já estava nos planos, mas também ajudaria em caso de punição.

“Já vimos esse tipo de coisa no passado. É algo que provavelmente precisamos discutir. Houve uma advertência. Claro que, quando o incidente foi anotado e estávamos sob investigação, consideramos a possibilidade de trocar as posições dos carros, porque avaliamos que poderia haver uma possível punição de 5s”, relembrou.
“Decidimos dar uma vantagem ao #50, e eles também estavam em uma estratégia diferente, então foi algo bastante natural. Essa era exatamente a intenção, porque quando está sob investigação — acabou sendo apenas uma advertência, mas poderia ter sido uma punição”, continuou Salvi.
Apesar do risco assumido, Salvi garante que foi uma medida necessária. Segundo o chefe da Ferrari, fazer uma parada dupla com as posições invertidas seria “um desastre”.
“Se fizer a parada na ordem errada, custa muito caro, porque precisa colocar o carro na posição e arrastar os dois, e o segundo carro precisa ser recuado. Teria sido um desastre para nós”, garantiu.

Os carros do WEC voltam a acelerar entre os dias 11 e 15 de junho para a principal corrida do ano, as 24 Horas de Le Mans, quarta etapa da temporada. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2025 do Mundial de Endurance e transmite todas as etapas AO VIVO e COM IMAGENS no canal do YouTube e na GPTV.
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