Hanson vê “desafio diferente” em adaptação à Ferrari no WEC: “Não tenho muita referência”
Philip Hanson trocou o Porsche 963 pela Ferrari 499P no WEC em 2025 e, mesmo entre altos e baixos, conquistou logo de cara uma vitória nas 24 Horas de Le Mans
A Ferrari voltou ao topo das 24 Horas de Le Mans em 2025, mas não com um carro de fábrica. Desta vez, foi a AF Corse #83 que triunfou em La Sarthe e com um piloto pouco experiente a bordo. Philip Hanson guiou a 499P pela primeira vez em novembro de 2024, apenas sete meses antes de domar a principal prova do endurance mundial. Por isso, foi questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre o rápido processo de adaptação à equipe italiana.
Hanson afirmou, em entrevista acompanhada pelo GP em Interlagos, que o período de adaptação ao carro amarelo tem dois lados. Positivamente, não precisa participar de todo o processo de “altos e baixos” para aprender, já que conta com a parceria de dois pilotos mais familiarizados com o protótipo LMH: Robert Kubica e Yifei Ye.
Por outro lado, Hanson lamenta não ter a referência necessária para se ajustar e superar obstáculos com o carro frequentemente. Mesmo que tenha disputado a temporada 2024 na classe Hipercarros, o defendia a Jota, que operava um Porsche 963. Portanto, prefere descartar essa experiência a usá-la em um carro totalmente diferente.
“Foi definitivamente um desafio diferente. Por um lado, é até mais fácil, porque não precisa lidar com os altos e baixos de resolver tudo sozinho. Mas, por outro, quando surgem problemas no fim de semana, você não tem muita referência do tipo: ‘ah, dois anos atrás aconteceu algo parecido e resolvemos assim’, sabe? É aí que entram os companheiros de equipe, como Robert e Yifei, que estiveram no carro no último ano e têm essa bagagem”, relatou Hanson ao ser questionado pelo GP.

“Se eu me apoiasse na minha experiência, estaria comparando com a Porsche — outra equipe, outro acerto, outros compostos. Por esse lado, complica um pouco. Mas conforme o fim de semana vai passando, você vai construindo sua própria experiência. Aprende com o que os companheiros fizeram nos anos anteriores — coisas que talvez tenham levado dois dias para descobrir, eles simplesmente te dizem a resposta. Com isso, você passa a entender melhor as ferramentas eletrônicas e o acerto do carro para resolver os problemas que aparecem”, seguiu.
Nesta temporada, Hanson, Kubica e Ye somam 93 pontos e estão em segundo no Mundial de Pilotos do WEC, atrás apenas de James Calado, Alessandro Pier Guidi e Antonio Giovinazzi, trio do #51, que já conquistou 105 tentos no ano e lidera.
“A experiência vem com o tempo, pista a pista. Até o fim do ano, terei acumulado o mesmo nível de rodagem que eles. Mas até lá, em corridas como São Paulo, Fuji e Bahrein, a gente ainda vai enfrentar limitações diferentes das do começo da temporada, quando o carro andava em pistas com menos desgaste”, encerrou Hanson.
Agora, os carros voltam à pista apenas entre os dias 5 e 7 de setembro para a Lone Star Le Mans, etapa de 6 horas no Circuito das Américas, em Austin, no Texas. A temporada toda do WEC conta com transmissão AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube do GRANDE PRÊMIO e na GPTV.
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