FE
21/09/2017 14:58

F-E anuncia eP de Zurique em 2017/18 e marca volta do automobilismo à Suíça pela primeira vez desde 1955

Banido após a morte de 84 pessoas nas 24 Horas de Le Mans de 1955, o automobilismo suíço está de volta. Zurique entrou no calendário 2017/18 da F-E e tem prova marcada para 10 de junho de 2018
Warm Up / VITOR FAZIO, de Porto Alegre
 A largada do eP de Buenos Aires (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

A quinta-feira (21) reservou uma notícia histórica para o automobilismo suíço. O Conselho Mundial da FIA aprovou a disputa do eP de Zurique, que passa a fazer parte do calendário 2017/18 da F-E. A etapa elétrica marca a primeira corrida em solo suíço desde 1955, quando o automobilismo foi banido no país.
 
A corrida em Zurique ainda depende de novas aprovações e aparece no calendário com um asterisco ao lado. Mesmo assim, a F-E já dá a adição como certa. A prova está marcada para 10 de junho.
 
Além de Zurique, as cidades de Santiago, São Paulo e Roma também estreiam no calendário da F-E em 2017/18.
 
"Reintroduzir este esporte em um país em que esteve banido desde 1955 representa um cenário animador e a conquista de um importante objetivo da FIA”, disse Jean Todt, presidente da entidade. “Quero agradecer a todos que ajudaram a transformar isso em realidade. É importante para nós continuar a levar o automobilismo a novos públicos ao redor do mundo", seguiu.
A Suíça volta ao mapa do automobilismo (Foto: Reprodução)

A lei que proíbe o automobilismo no país foi derrubada ainda em 2015, o que logo chamou a atenção da F-E. No mesmo ano a categoria trabalhou junto da equipe Trulli para promover uma corrida em Lugano, na fronteira com a Itália. Mas a falência da escuderia e outras questões burocráticas acabaram retardando o retorno.
 
A proibição foi consequência da tragédia nas 24 Horas de Le Mans de 1955. Na ocasião, a Mercedes do piloto Pierre Levegh bateu e voou na direção da arquibancada principal, causando a morte de 84 pessoas – Levegh incluso. O desastre gerou um debate sobre a segurança no automobilismo, e a proibição foi a resposta da Suíça durante 60 anos.
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