FE
05/03/2018 09:10

Jordá vê “barreira física” para mulheres na F1 e sugere foco na FE: “Não é súper difícil de pilotar”

Carmen Jordá testou o carro da FE no México e deu seu veredito: como um carro mais fácil de pilotar, o campeonato pode ser mais acessível para mulheres. A espanhola voltou a falar em impeditivos físicos no caminho rumo ao grid da F1
Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
 Daniel Abt (Foto: Audi)

Representante da Comissão de Mulheres da FIA, a pilota Carmen Jordá voltou a causar polêmica. Acreditando que mulheres não são capazes de superar a “questão física” para competir na F1, a espanhola fez uma sugestão: que as competidoras pensassem em campeonatos mais acessíveis – como a FE, com seus carros tidos como mais fáceis de pilotar.
 
“Não sou eu quem deve decidir o que é bom ou não para as mulheres no esporte. Mas pela minha experiência posso dizer que na F1 e na F2, e não em nenhum dos outros campeonatos, como de kart, de F3, de GT, existe uma barreira que é a questão física”, comentou Jordá. “Acho que existe um grande problema para as mulheres e é por isso que não existe nenhuma nesses campeonatos”, seguiu.
Carmen Jordá vê a FE como opção mais acessível do que a F1 para mulheres (Foto: Getty Images)

No lugar da F1, Jordá vê a FE como espaço menos desafiador para mulheres. O comentário vem após um teste de Carmen com o carro elétrico no Hermanos Rodríguez, palco do eP da Cidade do México.
 
“Precisamos considerar a FE como um campeonato de alto nível. Você vê todos os pilotos que estão aqui, o carro não é súper difícil de pilotar, mas são várias coisas diferentes que você precisa aprender a controlar. É um campeonato desafiador e de alto nível. A FE já teve mulheres aqui, por que não ter mais?”, apontou. 
 
Jordá teve como ponto alto da carreira três temporadas na GP3, sempre com resultados fracos – a espanhola nunca foi além do 17º lugar. Mesmo assim, foi chamada pela Lotus para ser pilota de desenvolvimento na F1 em 2015. Depois, não conseguiu voltar a competir em certames de alto nível.
 
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