FE
10/01/2018 18:23

No meio da temporada, FE decide abolir tempo mínimo para troca de carros. E Di Grassi critica: “Uma aposta para todos”

A partir do próximo sábado, quando a Fórmula E disputa etapa em Marrakech, as corridas já não vão mais ter tempo mínimo para pit-stop. O que, ao menos de começo, não está agradando os pilotos. A informação é da revista inglesa 'Autosport'
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 A Andretti apresentou o layout do carro para a quarta temporada da F-E (Foto: Andretti)

O limite mínimo de tempo durante um pit-stop com mudança de carro na Fórmula E está presente desde o começo da categoria, mas será abolido a partir da próxima etapa do campeonato. No próximo sábado, 13 de janeiro, o eP de Marrakech já terá uma disputa por velocidade inclusive com os pilotos fora de seus carros, portanto.
 
A informação é da revista inglesa 'Autosport' - a categoria notificou as equipes para a etapa do Marrocos. Desde a primeira temporada a FE instituiu um tempo mínimo para que o pit-stop fosse efetuado. Desta forma, ninguém levaria vantagem e toda a segurança do processo seria mantida. Com o passar das temporadas e o aumento da eficiência das equipes, o tempo mínimo foi sendo diminuído. De acordo com a publicação, a FIA agora concluiu que o tempo já estava acima do que era capaz pelas equipes.
 
Ao que parece, porém, a medida não foi muito popular entre os pilotos.
 
"Sou a favor do conceito, mas se era para mudar, que mudassem no começo da temporada. Se tivessem feito isso antes da temporada daria para melhorar tudo. Uma mudança feita dessa forma é uma aposta para todos, vai tornar a vida mais difícil em Marrakech, com certeza", afirmou à revista o atual campeão da FE, Lucas Di Grassi.
Lucas Di Grassi (Foto: Audi)
Sam Bird seguiu a linha de reciocínio de Di Grassi e tocou no ponto da segurança. Com a ausência de limite, abrir e fechar o cinto de segurança corretamente pode ser deixado de lado em troca de ganhar tempo.
 
"Do ponto de vista da animação para os fãs, acho que faz sentido. Mas, analisando o aspecto da segurança, não é o ideal para mim. Não há nada que impeça os pilotos de baterem os cintos de segurança [ainda em com o carro em movimento] para ganhar tempo - e aí tudo se torna extremamente perigoso. Se coisas assim começarem a ser ignoradas, então não é o certo a ser feito", declarou.
Sam Bird (Foto: DS Virgin)
Lucas concordou. "Os cintos de segurança atuais são aquele padrão de monopostos, não foram feitos para mudanças rápidas. Em carros LMP e GT o sistema de fechamento é diferente, muito mais simples e efetivo. Tenho certeza que eu nunca vou arriscar andar sem os cintos estarem propriamente fechados. Como eles não foram feitos para isso, se o mecânico não fizer certo ou tentar fazer rápido demais sob pressão, pode levar entre 15 e 20 segundos para refazer tudo. É parte do jogo, mas não deveria ser parte de perder uma corrida."
 
A temporada começou em dezembro, com o eP de Hong Kong.