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FE

Principal responsável pela criação da categoria, Agag faz proposta de R$ 2,5 bilhões para comprar Fórmula E

Alejandro Agag, o diretor-geral da Fórmula E e maior responsável pelo nascimento e desenvolvimento do campeonato, fez uma proposta para tornar-se acionista majoritário da Formula E Holdings, a companhia detentora dos direitos de organização do campeonato. O valor que Agag está disposto a desembolsar é de R$ 2,5 bilhões

Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro

Alejandro Agag quer ser o dono da Fórmula E. O diretor-geral da Formula E Holdings (FEH) e figura frontal no desenvolvimento da categoria que ser também o acionista majoritário da FEH, que tem contrato com a FIA para organizar o campeonato até o ano de 2038. A proposta de Agag é de R$ 2,5 bilhões por 100% das ações.
 
A notícia foi revelada pelo site norte-americano 'Motorsport.com', que teve acesso a uma carta escrita por Agag ao conselho de diretores da FE. Os maiores acionistas da FE são o Liberty Media, também donos da F1, e o magnata espanhol Enrique Bañuelos, que fundou a Formula E Holdings ao lado de Agag. Juntos, Liberty e Bañuelos possuem cerca de 40% da categoria. O próprio Motorsport Network, companhia-mãe do 'Motorsport.com', assim como Nico Rosberg, a rede social chinesa Weibo e o banco suíço Julius Bär também possuem frações das ações da categoria.  
 
"Como empresário, gostaria de aumentar meu interesse no negócio e influenciar seu futuro. Eu acredito fortemente no futuro da FE, e essa oferta é uma expressão desta confiança; Por este motivo, gostaria de fazer uma proposta para comprar as ações da companhia ao valor de €600 - cerca de R$ 2,5 bilhões - em valor patrimonial", disse na carta.
 
Pronto para entrar na FE, a Mercedes fez seus elogios a Agag por meio do diretor-executivo Toto Wolff. O austríaco disse abertamente que Agag é o motivo principal do sucesso da categoria.
Alejandro Agag e Jean Todt em Roma (Foto: FIA)

"Na minha opinião, atrás de cada história de sucesso há a visão de um empreendedor. E Alejandro, contra todas as chances, criou essa categoria que ninguém via como um sucesso quando foi lançada. Agora todas as fábricas grandes estão na FE, e isso é muito em parte ao que Alejandro fez", afirmou.
 
"Não fosse por seu comando, creio que a Mercedes poderia ter considerado [a categoria] de outra forma", seguiu.
 
Outro que elogiou na mesma linha de Wolff foi Marco Parroni, diretor da primeira grande patrocinadora da FE, o banco Julius Bär.
 
"A FE teve muita dificuldade financeira no começo, por isso precisava de investidores. Definitivamente, sem Alejandro o projeto não existiria hoje", concedeu o representante de uma das acionistas.
 
Nas pistas, a FE segue no próximo dia 19 de maio com o eP de Berlim. A partir da próxima temporada, a categoria passa a ter uma nova geração de carros e baterias. Daqui a duas temporadas, com a entrada de Mercedes e Porsche para se juntarem a um rol que conta com Jaguar, BMW, Audi, Citroën e Nissan com equipes de fábrica, além do envolvimento de McLaren e Renault em outras partes do negócio.