5 coisas que aprendemos no dia 3 dos testes de pré-temporada de Barcelona da F1 2026
Seis das 11 equipes do grid da Fórmula 1 foram à pista nesta quarta-feira (28), em Barcelona, no terceiro dia de testes privados. E a Mercedes, uma vez mais, se mostrou um tanque de guerra, andou por mais de 180 voltas e cravou uma dobradinha com Kimi Antonelli à frente de George Russell. A sessão ainda viu os primeiros experimentos da campeã McLaren, enquanto a Audi enfrentou problemas
A Fórmula 1 segue em Barcelona na semana de testes privados e, nesta quarta-feira (28), acompanhou uma sessão agitada, depois da terça-feira chuvosa na Catalunha. E a Mercedes foi quem mais impressionou neste terceiro dia — de novo —, com uma dobradinha na ponta da tabela de tempos, com Kimi Antonelli melhor que George Russell. Apenas dois décimos separaram os companheiros de equipe das Flechas de Prata. No entanto, sempre bom lembrar que as atividades no circuito espanhol representam apenas os primeiros experimentos dentro do novo regulamento. Ainda assim, chamou a atenção a consistência do time octacampeão.
O dia também testemunhou o início dos trabalhos da McLaren em 2026. A campeã do mundo levou a pista o MCL40 em uma pintura preta e com detalhes dos patrocinadores, numa tentativa de esconder algumas soluções encontradas diante das novas regras. E coube ao campeão Lando Norris guiar o carro com o #1 no bico. Lando terminou as atividades logo atrás da Mercedes.
A sessão ainda viu a Audi em apuros novamente, mas com Nico Hülkenberg ao volante, assim como a Haas e Oliver Bearman, que também causaram uma bandeira vermelha. A terceira interrupção foi provocada pelo novato Arvid Lindblad. E há mais para falar desse terceiro dia, por isso o GRANDE PRÊMIO lista aqui cinco pontos sobre os trabalhos no circuito de Montmeló.
Teu nome é confiabilidade, Mercedes
Uma das grandes características da Mercedes, especialmente desenvolvida nos anos de domínio na Fórmula 1, é a extrema confiabilidade. E diante de um novíssimo regulamento, a equipe alemã tem impressionado novamente. Antonelli e Russell andaram por 183 voltas nesta quarta-feira, sem qualquer problema técnico ou mecânico. Foram capazes de completar o programa de testes, andando com pneus duros e macios, e conduziram também em configurações distintas e experimentos aerodinâmicos, que foram das asas ao assoalho.
Ao todo, a dupla percorreu nesses dois dias 334 giros, o que equivale a 1.500 km. Ninguém andou mais que o time de Toto Wolff neste começo de trabalho da F1. E embora ainda seja difícil entender a performance de cada concorrente nesta primeira semana, é fato que a Mercedes chega fortíssima. O dia terminou com o italiano puxando o 1-2 da marca e com o melhor tempo até aqui, em 1min17s362. Apenas 0s2 mais rápido que o companheiro inglês.
Também importante dizer aqui que as clientes da Mercedes mostraram consistência. E não dá para deixar passar o fato de que o top-5 desta quarta é empurrado pelos motores alemães.
A primeira vez da McLaren
Enfim, a campeã do mundo foi à pista nesta primeira sessão de atividades da Fórmula 1 2026. Na verdade, o time chefiado por Andrea Stella precisou adiar a estreia, devido ao temporal que desabou em Barcelona na terça, mas hoje deu tudo certo. Também coube ao campeão Lando Norris conduzir os testes iniciais do MCL40, que ganhou um pintura especial para as ações em Barcelona. O design oficial será revelado apenas no dia 9 de fevereiro, na apresentação da esquadra.
As primeiras imagens do novo carro papaia exibiram soluções semelhantes as de outras equipes, como a suspensão dianteira no conceito push-rod — algo que a McLaren já fazia uso em 2025. O modelo revelou linhas mais neutras, embora as entradas de ar sejam maiores e arredondadas. Também tem um bico alongado, um pouco diferente de algumas rivais. Já a parte traseira escondeu um pouco mais do que os engenheiros pensaram para 2026.
Norris fechou o dia com o terceiro tempo, quase um 1s atrás da Mercedes. A impressão que ficou, no entanto, é que a equipe laranja se concentrou mais na quilometragem e na análise de elementos aerodinâmicos, como asas e assoalho, do que na performance em si.
Audi ainda se vê em apuros
(Vídeo: Reprodução/Soy Motor)
A Audi segue buscando compreender o projeto que colocou na pista para 2026, ano em que faz a estreia na F1, mas ainda enfrenta desafios grandes. O maior deles sendo a confiabilidade. Novamente, o dia precisou ser interrompido por conta de um problema técnico. Nico Hülkenberg estava conduzindo o R26, quando parou entre as curvas 9 e 10, provocando a bandeira vermelha, ainda durante a manhã de atividades. O alemão testava elementos aerodinâmicos da parte traseira do modelo, mas precisou parar e perdeu um tempo considerável das atividades.
Ainda assim, o piloto foi capaz de percorrer 68 voltas, mas amargou a posição final da tabela de tempos.
Este não é o primeiro problema da Audi durante a pré-temporada da F1 em Barcelona. No primeiro dia de atividades, Gabriel Bortoleto também enfrentou um problema técnico, ficou parado na pista na curva 11 e não retornou à sessão.
Williams vive
Apesar da ausência em Barcelona nesta semana, a Williams tratou de minimizar os rumores que apontam para problemas com o novo carro. A equipe teve o modelo homologado após a aprovação no crash-test da FIA nesta terça-feira e agora já se prepara para os testes coletivos do Bahrein, que acontecem no próximo mês. Ainda assim, o chefe James Vowles detalhou as razões para o atraso no desenvolvimento do projeto de 2026 e falou também sobre a questão do peso do carro, algo que assombra todos os times.
“Ultrapassamos os limites em algumas áreas, uma das quais está relacionada a certos testes. Mas isso foi apenas um pequeno contratempo em um contexto maior. É apenas um elemento entre muitos que nos impulsionaram além dos limites do que podemos alcançar no tempo disponível. É mais o resultado do fato de termos expandido não apenas os limites do design, mas também os limites de quantos componentes podem ser produzidos na fábrica em um período muito curto”, explicou.
“Agora, não teremos certeza sobre o peso até o segundo teste no Bahrein, quando poderemos realmente entender onde estamos”, completou Vowles.
A Williams vai apresentar o FW48 no dia 3 de fevereiro, em evento virtual apenas.

O que vem por aí ainda?
A outra equipe que ainda não apareceu em Barcelona é a Aston Martin. Mas a expectativa é que o time inicie as atividades nesta quinta-feira. A esquadra já está na Espanha e deve colocar o novo AMR26 na pista logo pela manhã, embora ainda não haja confirmação de quem vai conduzir o carro. O projeto é assinado por Adrian Newey e atrai a curiosidade para entender as soluções do projetista, que vai desempenhar também o papel de chefe de equipe da marca inglesa neste ano.
O quarto e penúltimo dia de testes também será marcado pela volta da Ferrari, que ainda tem dois dias para trabalhar, assim como a McLaren e Cadillac. Já Mercedes, Audi, Alpine, Haas, Racings Bulls e Red Bull têm apenas mais um dia de testes para completar a sessão desta semana.
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