5 coisas que aprendemos no sábado do GP da Catalunha da Fórmula 1 2026
Da pole-position de George Russell ao temor com o calor do domingo, GRANDE PRÊMIO destaca cinco pontos que aprendemos no sábado da classificação da Fórmula 1 na Catalunha
Será que finalmente acabou a zica monstruosa de George Russell na temporada 2026 da Fórmula 1? Pelo sim ou pelo não, o piloto da Mercedes conquistou, neste sábado (13), a terceira pole-position no ano e viu o companheiro de equipe e líder do campeonato Andrea Kimi Antonelli ficar pela primeira vez fora da fila da frente. É uma chance de ouro para fazer as pazes com a vitória.
Em vez de Antonelli, quem ocupa a segunda posição é Lewis Hamilton, que capitalizou a força de uma Ferrari que surpreendeu. Ao passo que muito se falava da McLaren, os italianos pularam na frente. McLaren e Red Bull, ainda que perto, foram deixados de lado pensando em como fazer para burlar o status quo da classificação com estratégias para o domingo.
Tudo isso num calor ensurdecedor. A estimativa meteorológica para o horário da corrida é que o asfalto se aproxima ou até passe a marca de 50°C. Neste cenário, gerenciamento de pneus, que pôde ser deixado completamente de lado em Mônaco, pinta como protagonista.
O GRANDE PRÊMIO destaca cinco pontos que aprendemos no sábado do GP da Catalunha.
A chance de recuperar alguma confiança
Que George Russell faz uma temporada ruim, está claro; que anda tendo uma sequência de azar acachapante, também. É difícil falar em voltar para o campeonato quando se está 68 pontos atrás do companheiro de equipe, mas ainda há 3/4 de temporada pela frente. É preciso começar de algum lugar, e Russell confirmou na classificação o que ia ficando claro nos treinos. Está melhor que Andrea Kimi Antonelli em Barcelona. No Canadá, quando essa também foi a realidade, sofreu uma quebra de motor e precisou abandonar a corrida. Será que agora vai? Kimi, caso evite problemas, não tem muito sono a perder com relação ao campeonato.

Uma surpresa chamada Ferrari
A sexta-feira terminou com os olhos atentos às chances da McLaren, mas a realidade do sábado mostrou a Ferrari como maior ameaça ao poderio da Mercedes. Lewis Hamilton voou ao longo da classificação e, no fim das contas, virou apenas 0s064 mais lento que o pole Russell e 0s25 mais rápido que Antonelli. A primeira fila indica um passo a mais para a equipe vermelha. Há que se lamentar, porém, a batida de Charles Leclerc no começo do Q3. O monegasco também andava muito bem e tinha condições de entrar na mesma onda. Errou sozinho, porém. Tanto Hamilton quanto o chefe Frédéric Vasseur apontaram para a expectativa de muito calor no domingo e sublinharam que, sim, acreditam em possibilidades reais de vitória.
McLaren, Red Bull e as dores de cabeça
“Voltamos ao ritmo do Canadá”, disse Lando Norris após a classificação em que muito se esperava da McLaren. É algo de reconhecimento da capacidade, uma vez que Mônaco foi um desastre, mas Norris disse mais. “Estamos a 0s35, então não dá para ficar tão feliz”, seguiu. A distância para Russell e ver a Ferrari em vantagem foi golpe duro. A esperança é que o ritmo de corrida se sobreponha, mas os carros laranjas não foram assim tão mais velozes que os vermelhos em ritmo de corrida. Enquanto isso, Max Verstappen não sabe dizer o que melhorou no carro para se aproximar mais dos líderes na classificação. O que sabe é que ainda sofre com a aderência e, sobretudo, com os pneus entregues pela Pirelli. “São todos ruins”, afirma.

Racing Bulls e Audi em vantagem na F1 B
A impressão deixada na sexta-feira foi reforçada neste sábado: Racing Bulls e Audi são melhores que as rivais do pelotão intermediário. Atrás das quatro principais equipes do grid, garantiram as primeiras quatro posições da F1 B. Liam Lawson e Nico Hülkenberg foram ao Q3, enquanto Arvid Lindblad e Gabriel Bortoleto foram os dois melhores entre os eliminados no Q2. De acordo com a Audi, inclusive, o brasileiro está pronto para brigar por pontos.
Calor implacável
A expectativa para o horário da largada é de sol preponderante mesmo com algumas nuvens no céu e temperatura acima dos 30°C. E o asfalto? Que esteja bem próximo ou acima dos 50°C. É o temor geral, uma vez que a seleção de pneus da Pirelli não levou muito do calor em conta e foi para as equipes com gamas intermediárias. Será uma corrida de gerenciamento, onde quem souber poupar pneu e parar na hora certa, levando em conta o desenho da prova, tende a levar muita vantagem. Em provas assim, coisas estranhas costumam acontecer.
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