5 coisas que aprendemos no sábado do GP de Singapura da Fórmula 1 2025

George Russell mostrou que a Mercedes segue uma montanha-russa e conquistou a pole do GP de Singapura, que promete primeira curva tensa com Max Verstappen em segundo. Mais atrás, a Ferrari decepcionou de novo e pode perder outra posição no campeonato, enquanto Yuki Tsunoda vê o emprego cada vez mais por um fio

Diferentemente dos treinos livres, a classificação do GP de Singapura trouxe uma atividade mais tranquila e sem paralisações neste sábado (4), com direito a pole surpresa: George Russell, voador no Q3 com a Mercedes. E o inglês terá ao lado ninguém menos que Max Verstappen, admitido por ele mesmo na entrevista pós-sessão como muito forte em largadas. Combinação que gera expectativa enorme para a primeira curva, potencializada pela presença de Oscar Piastri, líder do campeonato, em terceiro.

E a classificação trouxe outras histórias, como a própria oscilação da Mercedes — que gosta do frio, mas foi pole na corrida mais quente do calendário. Para Max, que se sentiu atrapalhado e lançou o famoso dedo em direção a Lando Norris no fim da sessão, o resultado não foi dos melhores, mas gera um cenário interessante: caso consiga passar Russell e o top-3 se mantenha, o neerlandês poderia cortar dez pontos para Piastri de uma vez.

Olhando mais para trás, o destino de Yuki Tsunoda parece mesmo condenado na Red Bull após mais uma classificação ruim, e a dificuldade para encontrar explicações já é sintomática. A Ferrari, por sua vez, até viu os dois pilotos andarem muito próximos um do outro — mas com as piores posições entre os times de ponta do grid.

O top-10 do grid de largada em Singapura será formado por Russell, Verstappen, Piastri, Andrea Kimi Antonelli, Norris, Lewis Hamilton, Charles Leclerc, Isack Hadjar, Oliver Bearman e Fernando Alonso. O brasileiro Gabriel Bortoleto sai na 16ª colocação.

George Russell levou a Mercedes direto à pole em Singapura (Foto: AFP)

Mercedes segue como equipe montanha-russa da F1

Desde 2022, ano em que o novo regulamento técnico entrou em ação, é a mesma história. A Mercedes, octacampeã consecutiva de Construtores da Fórmula 1 entre 2014 e 2021, passou a sofrer com a complexidade das regras e nunca entendeu completamente o carro. O resultado? Saltos de performance inesperados, quase sempre seguidos por uma queda que não encontra explicações. E assim, as coisas seguem.

A própria classificação de Singapura é um exemplo disso. Com um carro que notadamente cresce de rendimento em condições mais frias, a pole veio simplesmente na corrida mais quente do ano. Russell voou e Antonelli também conquistou grande resultado, em mais um episódios dos altos e baixos que o time alemão acumula há mais de três anos. A esperança em Brackley é que isso acabe em 2026, com a entrada das novas regras de motores.

Primeira curva do GP de Singapura tem potencial explosivo

Hoje mais amenos um com o outro, Russell e Verstappen foram protagonistas em uma rivalidade recente — e que mostrou potencial. No entanto, o clima mais amigável pode ir pelos ares em um segundo, e a colocação de um lado a lado com o outro no grid de Singapura é o palco perfeito para isso. Não à toa, George já mandou uma letra na entrevista pós-classificação e garantiu que estará atento sobre o comportamento de Max.

O fato é que, em disputas entre os dois, ninguém costuma tirar o pé. E isso pode se elevar demais em um traçado como o de Marina Bay, que dá tanta vantagem ao primeiro colocado. Apertado, o circuito não costuma possibilitar grande número de ultrapassagens, e completar a primeira volta na liderança pode definir o resultado. Além de tudo isso, Verstappen ainda tem um motivo a mais para forçar o pé…

Verstappen perde pole, mas tem cenário interessante

E esse motivo é simples: a chance de brigar pelo título mundial. O resultado na classificação não foi o ideal para isso, claro, mas Verstappen sentiu que poderia fazer mais sem a presença de Norris na última volta rápida. Ainda assim, sai uma posição à frente de Piastri e três de Lando, que não passou da quinta colocação.

Ou seja, o sucesso de um ataque sobre Russell na largada pode representar um corte de dez pontos na vantagem de Piastri, considerando Max em primeiro e Oscar em terceiro. A redução para Norris, neste mesmo cenário, seria ainda maior: 15 pontos. Ou seja, em um traçado tão difícil de ultrapassar, a oportunidade de Verstappen pode estar na primeira curva — não apenas para vencer a corrida, mas para entrar de vez na briga pelo campeonato.

Ferrari, de novo, não teve o que comemorar na classificação de Singapura (Foto: Ferrari)

Destino de Tsunoda na Red Bull parece selado

Eliminado na última posição do Q2, Tsunoda vai largar em 13º no GP de Singapura devido à exclusão das duas Williams. Mas tem nova expectativa de noite muito difícil. Em um traçado já apertado, Yuki ainda terá de buscar posições em uma corrida que dificilmente terminará em pontos. Como se não bastasse, ainda foi novamente o último entre os quatro pilotos da Red Bull, muito distante de Verstappen e atrás também de Hadjar e Liam Lawson. A situação já parece irremediável.

Ciente de que o emprego está por um fio, Tsunoda teve até dificuldade de encontrar explicações na entrevista pós-classificação. Sem aderência na pista, não conseguiu entender como ficou tão atrás dos que passaram ao Q3 e demonstrou o abatimento de quem sabe o que está por vir. É cada vez mais provável que essas sejam as últimas corridas de Yuki na Fórmula 1, ao menos nessa passagem.

Ferrari é última força da ‘F1 A’

De postulante ao título do Mundial de Construtores na reta final da temporada passada, a Ferrari simplesmente é a pior equipe do pelotão de frente da Fórmula 1. A Mercedes conquistou a pole, a Red Bull se aproximou e a McLaren está inteira na briga pelo pódio. Só quem não mostrou nada foi a equipe italiana — mais uma vez, aliás. Se as críticas antes se concentravam em Hamilton e o déficit para Leclerc, os dois seguem cada vez mais próximos, mas com um carro incapaz de competir na frente.

O resultado foi o sexto lugar para o inglês e o sétimo para o monegasco, com mais de 0s5 de desvantagem para Russell nos dois casos. Vice-líder do Mundial de Construtores na chegada ao Azerbaijão, a Ferrari perdeu a posição para a Mercedes e deve ver a equipe alemã abrir ainda mais em Singapura. De quebra, ainda corre forte risco de ser ultrapassada pela Red Bull, que cresceu e pode tomar o terceiro posto ainda em Marina Bay.

GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de Singapura, da 18ª etapa da temporada AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

GP de Singapura de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Corrida09:0011:0013:0014:00

*Horários de Brasília

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!