5 coisas que aprendemos na sexta-feira do GP de Singapura da Fórmula 1 2025
O GP de Singapura começou com um dia de treinos livres movimentados, marcados por batidas e paralisações que bagunçaram a ordem. Ainda assim, foi possível tirar lições
O primeiro dia de atividades do GP de Singapura, nesta sexta-feira (3), deu o tom da dificuldade que é percorrer o circuito de Marina Bay. Com uma série de toques, escapadas e até algumas batidas mais fortes, o TL2 trouxe bandeiras vermelhas e uma sessão que não permitiu longas simulações de corrida a ninguém. No fim, o mais rápido do dia foi Oscar Piastri, mas as paralisações deixaram a ordem bastante bagunçada.
A segunda posição do TL2 ficou nas mãos de Isack Hadjar, com a Racing Bulls, enquanto Max Verstappen repetiu o resultado do TL1 e foi terceiro. Aproveitando dia forte da Aston Martin, que cresce em traçados de maior pressão aerodinâmica, Fernando Alonso fechou em quarto — duas posições à frente do companheiro, Lance Stroll. Entre os dois, ficou Lando Norris, que deixou a pista bastante incomodado com o déficit de 0s483 para Piastri.
Esteban Ocon foi o carro de motor Ferrari melhor colocado no TL2, com a sétima colocação, um posto à frente de Carlos Sainz. A equipe italiana só apareceu nas duas posições seguintes: Charles Leclerc foi nono e Lewis Hamilton, décimo. O brasileiro Gabriel Bortoleto, que disputa uma etapa em Singapura pela primeira vez na carreira, fechou a segunda sessão do dia em 15º, logo atrás de Nico Hülkenberg.
E Verstappen mostrou que o crescimento da Red Bull é real, ainda que precise de mais para sonhar com a pole. A McLaren parece novamente na briga, ao contrário de Monza e Baku, e Piastri mostrou vantagem considerável para Norris na pista. Por outro lado, a ‘F1 B’ teve uma Aston Martin bem acima das demais nesse primeiro dia, enquanto a Sauber sofre — e Bortoleto paga o pato. O GRANDE PRÊMIO separou cinco lições deixadas pela sexta-feira de treinos livres em Singapura. Confira:

Paralisações bagunçam ordem em Singapura
A ordem final do TL2 até pode fazer sentido para alguns carros, com Piastri em primeiro e Verstappen em terceiro. Mas a verdade é que as bandeiras vermelhas bagunçaram completamente a ordem, já que algumas equipes optaram por forçar as simulações de corrida — e outras, não. Foi assim que a Mercedes terminou com Andrea Kimi Antonelli em 18º, por exemplo, enquanto George Russell só fez seis voltas por bater no muro.
A Ferrari também deixou um resultado abaixo do que pode fazer, ainda que o dia não tenha sido tranquilo. O fato é que, com estratégias tão bagunçadas em uma atividade picotada, ficou difícil entender melhor a ordem de forças real da etapa. E isso acaba potencializado por um TL1 de pista suja e que, pelo horário, é bem menos representativo. Isso também acontece no TL3, o que significa que vários pilotos vão entrar em classificação e corrida sem terem feito todos os testes planejados. Pode ser interessante.
Verstappen está no jogo contra McLaren
Piastri fechou o dia melhor, com a liderança do TL3, e se mostrou na briga após um dos piores finais de semana da carreira, no Azerbaijão. A questão é que Verstappen também esteve lá, com um carro que demonstrou mais adaptabilidade ao circuito de Marina Bay do que parecia em anos anteriores. Muito pouco afeito a oscilações e zebras altas, o RB21 não é exatamente o monoposto mais confortável para essa pista, mas o tetracampeão saiu com uma sensação positiva do carro.
O sentimento, porém, é de que ainda falta um pouquinho em ritmo de classificação para sonhar com uma pole. Nada que seja impossível para Verstappen, acostumado a ser o piloto que mais evolui ao longo do fim de semana — principalmente entre Q1 e Q3. Mas a disputa está posta, ao menos entre Max e Oscar. Resta saber se Norris vai encontrar algo próximo ao ano passado e se Mercedes e Ferrari conseguem entrar na luta, algo impossível de identificar no caos do TL2.
Aston Martin mostra competitividade
Quem obviamente cresceu de ritmo, como esperado, foi a Aston Martin. Com um carro que só funciona em pistas de alta pressão aerodinâmica, a equipe inglesa deu novo salto de competitividade e fechou o dia com Alonso em quarto e Stroll em sexto. E o ritmo já havia sido bom no TL1, com uma bela liderança do bicampeão mundial. Agora, fica a expectativa para saber se, como em várias vezes ao longo do ano, o time vai despencar de rendimento no sábado.
E o momento é muito importante, já que a Racing Bulls tem dez pontos a mais no Mundial de Construtores. Na disputa pelo sexto lugar, a Aston Martin tem uma oportunidade e tanto de encostar — ou até passar — caso pontue com os dois carros. Para isso, todavia, precisa ser constante ao longo do fim de semana, algo que o time tem sofrido muito para fazer.
Com batida no pit-lane, Ferrari tem dia de altos e baixos
O primeiro dia da Ferrari em Singapura não foi ruim, mas também não pode ser considerado bom. Isto porque o melhor momento veio no TL1, atividade menos representativa do fim de semana e com pista bem suja. O horário alocado para a atividade é diferente de classificação e corrida, o que torna o TL2 bem mais importante. E foi aí que o time se viu na maior confusão do dia.
Em atividade já complicada, com batidas, escapadas e muito tráfego, a Ferrari ainda soltou Leclerc da garagem de maneira perigosa e o condenou a uma batida em Norris, ainda no pit-lane. O time escapou com uma multa, mas foi mais um exemplo de como as coisas estão sempre a ponto de dar errado. No TL2, o resultado acabou sendo pouco representativo, justamente pelas paralisações e a decisão de focar no ritmo de corrida.
Bortoleto cresce, mas tem trabalho a fazer
Estreando em Singapura, Bortoleto cresceu do TL1 para o TL2 e mostrou adaptação ao traçado. Ao contrário da Aston Martin, o carro da Sauber sofre em pistas de pressão aerodinâmica mais elevada, o que dificultou ainda mais a vida do brasileiro. Na segunda atividade, porém, conseguiu evoluir e terminou encostado no companheiro Hülkenberg. A tendência é de que aprenda ainda mais no TL3, última atividade antes da classificação.
Outro ponto importante sobre o brasileiro é que o resultado da tabela de tempos poderia ter sido melhor. Bortoleto foi atrapalhado pelo tráfego algumas vezes e chegou a disparar alguns palavrões pelo rádio, além de ter perdido a dianteira em uma das tentativas. Deixou o carro admitindo que as coisas complicaram em alguns momentos e indicou que ainda não está totalmente confortável.
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