A dona da F1 desde 2014: o domínio da Mercedes em números e estatísticas

Como a equipe chefiada por Toto Wolff impôs uma supremacia jamais vista na Fórmula 1

Com um domínio poucas vezes visto anteriormente na história do esporte a motor, a Mercedes vem em um caminho fantástico desde 2014, período em que já acumula seis conquistas consecutivas no Mundial de Construtores da F1.
 
Liderados pelo perfeccionista Lewis Hamilton, a fase de dominância ainda não acabou, mas os feitos realizados pelo time já são suficientemente expressivos para contextualizá-los em números e estatísticas perante ao livro dos recordes da Fórmula 1.
 
Supremacia absoluta nos primeiros anos
Lewis Hamilton (Foto: Mercedes)
Logo após a saída de Michael Schumacher no fim da temporada de 2013, a Mercedes garantiu o seu futuro com a chegada de Hamilton. O piloto inglês, então com apenas 28 anos, formava ao lado de Nico Rosberg uma das duplas mais promissoras da década.
 
Não demorou muito para que a Mercedes, arquitetada por Toto Wolff, alcançasse grandes feitos. Logo na primeira temporada da dupla Hamilton-Rosberg, a equipe foi campeã com 16 vitórias em 19 corridas. Era um desempenho poucas vezes visto na história da modalidade, talvez similar à McLaren em 1988 ou ao domínio da Ferrari no início da década de 2000.
 
Dois anos mais tarde, em 2016, a Mercedes colocou na pista um dos carros mais eficientes de todos os tempos. O modelo F1 W07 Hybrid, projetado pelos engenheiros Aldo Costa, Paddy Lowe, Geoff Willis e Mike Elliott, venceu 90.5% das corridas naquela temporada.
 
Além dos carros da Mercedes só não terem vencido no GP da Malásia e da Espanha, naquele ano o time fez o total de 20 poles em 21 corridas — recorde absoluto na história da categoria.
 
A cada 10 corridas, 7 são vencidas pela Mercedes
 
Esta é a média de vitórias da Mercedes desde 2014. Em 121 GPs disputados, a equipe alemã venceu 89, sendo a grande maioria desse número triunfos do britânico Hamilton, visto que Rosberg se aposentou em 2016.
 
Contextualizando em porcentagem de vitórias, vale comparar com o outro time que dominou amplamente nos últimos 30 anos, como dissemos: a Ferrari entre 1999 a 2004. A equipe italiana também venceu seis campeonatos de construtores nesse período com Michael Schumacher dominando a categoria, mas sem a dominância estatística atual da Mercedes.
 
Entre 1999 a 2004, foram 101 corridas disputadas e a Ferrari venceu 59,4% das vezes — com o período de maior dominância nos anos de título de Schumacher. No entanto, mesmo quando são analisados apenas os anos de vitória do alemão, a Mercedes da atualidade ainda fica na frente em porcentagem de vitória e outros quesitos principais.
 
Quando contextualizado também sob a ótica do exemplo da McLaren entre os anos de 1988 a 1991, período em que Ayrton Senna, Alain Prost e Gerhard Berger compunham o time, a Mercedes de Hamilton, Rosberg e Valtteri Bottas supera a McLaren-Honda em vitórias, poles e dobradinhas.
 
Ápice do domínio para Hamilton: 11 vitórias em 21 corridas em 2019
Lewis Hamilton (Foto: Mercedes)
Assim que Hamilton venceu a corrida de encerramento da temporada do ano passado, em Abu Dhabi, Andrew Benson, redator especializado em Fórmula 1 para o site britânico BBC, classificou a campanha do britânico como a mais dominante de sua vitoriosa carreira.
 
Apesar de não ter conquistado tantas poles como em campanhas anteriores, o campeão Hamilton venceu 11 corridas (mais do que a metade de GPs no ano) e ganhou a temporada de maneira extremamente confortável — já no meio do ano era possível prever o hexacampeonato para o britânico.
 
A dupla Hamilton-Bottas provou mais uma vez a superioridade do time em relação a qualquer outra construtora na categoria. Dos 21 circuitos no calendário da Fórmula 1, a Mercedes venceu 15 corridas. O domínio da equipe já era esperado desde o início da temporada, pois antes mesmo da primeira corrida, sites de apostas online como a Betway Esportes davam probabilidade aproximadamente 70% de chance de título para a equipe alemã.
 
Outras curiosidades e fatos interessantes do período de vitórias da Mercedes
 
Em todo esse período de dominância da Mercedes, outras curiosidades e fatos interessantes também marcam a trajetória do time comandado por Wolff.
 
Um dos principais dados é o fato de que em 2016, a Mercedes teve a segunda maior porcentagem de vitórias da história. Com os 19 triunfos em 21 corridas, a marca só ficou atrás da incrível McLaren de 1988, quando Senna e Prost venceram 93% dos GPs. Naquele ano, apenas o Grande Prêmio da Itália não teve vitória do MP4/4.
 
A Mercedes da atual geração bateu outra marca impressionante. Durante três vezes nos últimos cinco anos, a equipe venceu 10 corridas consecutivas — novamente atrás apenas da McLaren de 1988, que conquistou 11 vitórias seguidas.
 
Em porcentagem de vitórias, a Mercedes lidera a Fórmula 1. A equipe reentrou na categoria em 2010, após mais de 50 anos afastada dos registros oficiais, pois antes disso a última vez que o time teve um time foi em 1955, quando o pentacampeão Juan Manuel Fangio era o piloto principal.
 
Como a Mercedes teve o privilégio de em sua história ter tido pilotos excepcionais como Fangio e Hamilton, a equipe tem porcentagem de vitória em 48,6%, seguida de perto pela extinta Brawn – que deu origem à Mercedes atual, por assim dizer, e que só competiu em 2009.
Ainda com o carro mais eficiente da categoria na pista, é provável que a Mercedes estenda mais a sua lista de feitos impressionantes com a geração atual protagonizada por Wolff e Hamilton.

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