Albon celebra chance, mas descarta pressão na Red Bull: “Não é vida ou morte”

Alexander Albon tem curtido o momento na Red Bull. Muito mais do que enfrentar uma pressão para não ser trocado, o tailandês tem desfrutado da oportunidade

Alexander Albon teve uma evolução meteórica na carreira na F1. Após ir escalando as categorias de base mesmo com pouco orçamento, o tailandês foi chamado pela Toro Rosso para 2019 após um ano brilhante com a Dams na F2. Foi a volta de Alexander ao esquema Red Bull após fazer parte do programa de jovens pilotos em 2012. Acontece que a vaga na Toro Rosso virou na Red Bull após o rebaixamento de Pierre Gasly nas férias de verão e Albon correspondeu bastante.
 
No entanto, o jovem tailandês garante que está em uma situação curiosa em que a ficha ainda não caiu de tamanha chance recebida, mas, ao mesmo tempo, não há nenhuma cobrança absurda em seus ombros.
 
"É um sentimento bem estranho porque parece não cair minha ficha, mas, ao mesmo tempo, eu sei que estou na Red Bull. É meio como se eu estivesse flutuando, não parece que estou ciente do que aconteceu durante o ano. Acho que isso é bom porque eu não sinto pressão, mas sei que no inverno vou refletir sobre e também entender tudo que aconteceu", disse.
Alexander Albon está vivendo o sonho tranquilamente (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

Albon lembrou ainda que chegou a um time de ponta da F1 logo no primeiro ano, algo que é raríssimo. Max Verstappen, Sebastian Vettel, Fernando Alonso e tantos outros demoraram algum tempo até que isso acontecesse. Quem foge à regra é Lewis Hamilton, justamente o nome dominante da categoria e que começou na então fortíssima McLaren de 2007.

 
"Tento ficar consciente em relação a tudo que rolou porque estar em uma equipe de ponta no ano de novato acho que só o Lewis conseguiu e isso foi mais de dez anos atrás. O que acontece é que você não pode ficar pensando muito no que alcançou, não ajuda em nada, é relaxar a mente e ir levando", seguiu.
 
O tailandês ainda mostrou-se relaxado com um possível rebaixamento caso os resultados não venham e disse que a chance de eventualmente se recuperar na Toro Rosso o deixa mais tranquilo.
 
"A única coisa que vai provar seu valor são seus resultados, então, você precisa focar em guiar e conseguir o melhor para a equipe, tirar tudo do carro e tudo isso era novo para mim. Não pensava que eu precisava de tudo desesperadamente, era mais o sentimento de agradecer por ter a oportunidade. E eu também não entrei pressionadíssimo, sei que ainda teria uma chance na Toro Rosso, não é vida ou morte", completou.

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