Palou defende Piastri em ‘regras papaia’ e discute favorecimento da McLaren a Norris

Embora tenha analisado especificamente o que aconteceu no GP da Itália, Álex Palou lembrou que tanto Lando Norris quanto Oscar Piastri são "apenas funcionários" da McLaren e, por isso, devem obedecê-la em qualquer situação

Depois de provocar levemente Lando Norris e Oscar Piastri no momento em que tecia alguns elogios a Max Verstappen pela disputa de título em 2025, Álex Palou agora defendeu a dupla da McLaren na Fórmula 1 ao discutir as famigeradas ‘regras papaia’. O tetracampeão da Indy afirmou que os pilotos são “apenas funcionários” da equipe e, por isso, precisam obedecê-la mesmo que discordem da decisão.

Envolvido em uma disputa judicial com o time de Woking por quebra de contrato, o espanhol comentou as intervenções feitas pela escuderia ao longo da última temporada. A mais famosa delas, sem dúvida, aconteceu no GP da Itália, quando o australiano do #81 recebeu ordem para deixar o britânico ultrapassá-lo, já que o atual campeão do Mundial havia sido prejudicado por um erro dos mecânicos na hora da troca de pneus.

Desta forma, Piastri foi muito criticado durante um longo tempo por simplesmente obedecer à McLaren e deixar o colega passar, sem ao menos discutir a decisão tomada — em um momento, inclusive, que era o líder do campeonato. Palou, no entanto, evitou julgar o colega de profissão, afirmando que é muito fácil falar quando não se está dentro do carro.

“Se te dizem para fazer, você faz, porque no fim das contas está trabalhando para eles. Você pode discutir, mas no final está ali correndo com aquele carro graças a eles — ou a Chip Ganassi, no meu caso. Não sei o que teria feito”, começou em entrevista ao site Mundo Deportivo.

Álex Palou defendeu Lando Norris e Oscar Piastri em ‘regras papaia’ (Foto: McLaren)

“De fora, é muito fácil dizer: ‘Não, não, estou em segundo e ele em terceiro, foda-se, chego na frente’. Mas naquele momento você trabalha para a fábrica, para a marca, para tantas pessoas: se te dizem para fazer, no fim das contas você é apenas um funcionário”, continuou Palou, que ainda descartou a possibilidade de a McLaren ter de alguma forma tomado certas decisões apenas para favorecer Norris.

“A situação foi exagerada. Acredito que, no fim, eles estavam numa posição em que tinham o melhor carro absoluto e queriam passar a imagem de uma equipe ‘amigável’, que faz tudo à perfeição e cuida dos pilotos. E, na tentativa de fazer isso, acabaram conseguindo exatamente o oposto, levando todos a acreditar que, de alguma forma, favoreciam um piloto em detrimento do outro”, apontou.

“Não acredito que tenha havido qualquer favoritismo, mas é verdade que as ‘regras papaia’ não funcionaram”, concluiu o tetracampeão da Indy.

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