Albon propõe à FIA mudança na inspeção dos carros em 2026: “Seria mais justo”
Alexander Albon criticou o método de seleção aleatória e defendeu a ideia de que todos os 22 carros de 2026 sejam verificados de maneira similar após o fim das corridas
Com a Fórmula 1 prestes a encarar os desafios de uma nova geração de carros a partir da temporada 2026, Alexander Albon aproveitou o momento para sugerir à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para que também altere determinados processos. De acordo com o piloto da Williams, seria “mais justo”, por exemplo, se todos os carros fossem verificados de maneira similar após o fim das corridas, o que, de acordo com ele, evitaria ilegalidades por parte das equipes.
A questão virou tema de debate depois das desclassificações de Lando Norris e Oscar Piastri no GP de Las Vegas, realizado no fim de novembro. Na ocasião, uma inspeção técnica executada pelos comissários da entidade que rege o esporte a motor constatou que a prancha do assoalho dos dois carros desgastou além do limite permitido — o que fez Andrea Stella, chefe da McLaren, ter de dar explicações sobre a causa da infração.
Embora concorde com as punições aplicadas pela FIA, Albon questionou o critério de seleção dos carros na hora da análise. Vale lembrar que, embora todos os bólidos sejam pesados após o término de uma corrida, apenas alguns são escolhidos aleatoriamente para verificações adicionais, devido a limitações de tempo.
“Poderíamos abaixar [o assoalho] até o limite se quiséssemos e não teríamos nenhum problema, mas aí todos estaríamos encontrando desempenho de maneira ilegal. A questão é que não gosto do fato de ser aleatório”, disse Albon em entrevista ao site Motorsport Week.

“Quase preferiria que os 20 carros fossem verificados todo fim de semana, e aí seria mais justo, mas essa versão de seleção aleatória é um pouco complicada. Mas, enfim, regras são regras”, continuou o tailandês, que também analisou se o problema de desgaste do assoalho será algo a se observar no novo regulamento, considerando que os carros não terão mais o chamado efeito-solo.
“Vai ser menos comentado. A filosofia de pelo menos uma parte do carro — seja a dianteira ou a traseira — estar a mais baixa possível, em geral, ainda se aplica. Então não será tanto um tema de discussão, mas ainda estará presente”, concluiu.
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