Como abandono no GP dos Países Baixos mudou temporada de Norris em 2025

Lando Norris disse que passou a se sentir mais pressionado após falha da unidade de potência em Zandvoort e, por isso, mudou a maneira de trabalhar em determinadas áreas

O primeiro título mundial da carreira de Lando Norris na Fórmula 1 ficou seriamente ameaçado após o abandono no GP dos Países Baixos, quando sofreu com um problema na unidade de potência. O britânico explicou que, a partir daquele momento, passou a se sentir mais pressionado e, por isso, precisou adotar uma abordagem diferente para recuperar a confiança na briga contra Oscar Piastri.

Depois de subir no degrau mais alto do pódio no GP da Hungria, o titular da McLaren desembarcou em Zandvoort com a expectativa de se aproximar ainda mais do companheiro de equipe, que liderava o Mundial de Pilotos por somente 9 pontos naquele momento. Porém, quando restavam sete voltas para o fim da 15ª etapa da temporada, o futuro dono do #1 foi forçado a sair de cena.

Como resultado, Piastri ampliou a vantagem na liderança para 34 tentos, complicando ainda mais a vida de Norris no campeonato. Por isso, após o GP de Abu Dhabi, que colocou um ponto final no certame, o britânico foi questionado sobre o impacto daquele abandono na trajetória que culminou na conquista do troféu, já que emplacou uma sequência de ótimos resultados a partir de então — incluindo duas vitórias e mais cinco pódios.

“Aquilo não me permitiu relaxar. Tipo, quando via 34 pontos de desvantagem para um cara no mesmo carro, que estava fazendo um trabalho incrível, que sei que é extremamente rápido, isso não me enchia de confiança. Não era como se estivesse: ‘Agora não tenho nada a perder, posso simplesmente ir lá e acelerar'”, disse em entrevista ao site PlanetF1.

“Sentia que já estava tentando fazer tudo o que podia antes, e continuei tentando fazer tudo o que podia depois. Mas tive de elevar o nível do que fazia fora da pista. As pessoas com quem eu trabalhava — acrescentei mais gente a esse grupo. Tive de trabalhar mais tanto no simulador quanto na pista. Tive de mudar minhas abordagens. Enfim, como muita gente faz. Tive de cavar fundo e tentar entender mais coisas mais rápido e de uma forma mais avançada do que jamais tinha feito antes”, apontou.

“Foi isso que me deu a vantagem que tive — não algo como: ‘Ah, a pressão saiu, agora posso ir lá e fazer o que eu quiser’. Foi realmente o oposto. Eu pensava: ‘Caramba, estou bem atrás de um piloto absurdamente rápido, e preciso elevar o meu nível'”, destacou Norris.

“Precisei ser mais eu mesmo por causa de fatores externos — trabalhando com mais profissionais em diferentes áreas para destravar mais do meu potencial. E aí veio aquela sequência de grandes resultados, que no fim das contas foi o que me deu o campeonato”, encerrou.

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