Por que chefe da Mercedes duvida de auge de Antonelli a curto prazo na F1

Toto Wolff explicou que Andrea Kimi Antonelli precisa amadurecer pessoal e tecnicamente e previu auge em "três a cinco anos"

Toto Wolff afirmou que Andrea Kimi Antonelli ainda levará alguns anos até atingir o auge na Fórmula 1. O chefe da Mercedes avaliou que o italiano de 19 anos precisa de tempo para amadurecer dentro e fora da pista após uma temporada de estreia marcada por altos e baixos e indicou que o piloto não deve alcançar seu melhor nível antes de 2028.

Antonelli chegou à F1 com experiência limitada, pulando a Fórmula 3 e disputando somente um ano na Fórmula 2 antes da promoção. Em 2025, teve desempenho irregular e ficou distante de George Russell em números. O britânico venceu o duelo de classificações por 25 a 5 e somou 319 pontos, contra 150 do novato.

Durante participação no Beyond The Grid, podcast oficial da F1, Wolff ressaltou que o desafio não é apenas técnico, mas também humano, destacando a necessidade de maturidade para lidar com a pressão. E foi direto ao ser questionado sobre o tempo necessário para que Antonelli atinja o pico de rendimento.

“Quando esperamos que Kimi atinja o auge? Daqui a três, cinco anos. E esse é o tempo que precisamos dar a ele”, disse o chefe da Mercedes.

Kimi Antonelli terminou no sétimo lugar em ano de estreia na F1 (Foto: AFP)

“Kimi sabe muito sobre o esporte, porque vive isso todos os dias. Mas existe o componente humano: você precisa amadurecer como pessoa, saber lidar com a dinâmica e a pressão desse ambiente. Ainda assim, não há dúvida de que estamos indo na direção certa”, explicou.

A estreia de Antonelli na F1 só foi possível após a saída de Lewis Hamilton para a Ferrari, e a Mercedes entende que o ano de adaptação será fundamental diante da grande mudança de regulamento prevista para 2026, que envolve chassi e unidades de potência. O diretor da divisão de motores da Mercedes, Hywel Thomas, também falou sobre essa adaptação e destacou a importância do italiano já estar integrado ao time antes da nova era técnica.

“O que sabemos e o que vimos nos simuladores é que o carro do próximo ano será muito diferente de pilotar em relação a este ano. Há muita coisa nova para aprender, muitos sistemas diferentes. Seria extremamente difícil para alguém encarar isso logo no primeiro ano”, explicou.

“Por isso, estou satisfeito que ele já tenha feito uma temporada agora, que conheça a equipe e faça parte dela. Esteve várias vezes em Brixworth, participando das discussões técnicas sobre o que vai mudar. Tem dado suas contribuições, e isso é muito positivo”, completou.

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