Albon reconhece que tática em Mônaco “não foi bonita”, mas confessa: “Valia tentar”
Alexander Albon falou sobre a estratégia de segurar o pelotão de carros que vinha atrás para ajudar Carlos Sainz e a Williams e assumiu que “não foi bonito”
A Williams apostou em uma estratégia ousada, porém bastante conservadora no GP de Mônaco, realizado neste domingo (25). Alexander Albon, na décima colocação, tirou o pé do acelerador e segurou os carros que vinham atrás para dar espaço a Carlos Sainz, que vinha à frente, e garantir dois top-10 para a equipe em meio às duas paradas obrigatórias em Monte Carlo.
Após a prova, Albon falou em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO sobre a estratégia e assumiu que isso já estava sendo discutido dentro da garagem da equipe desde quinta-feira. Porém, apesar da tática ser uma possibilidade, a Williams não queria recorrer a essa abordagem e só tomou a medida quando viu que a Racing Bulls fazia o mesmo, ainda de acordo com o tailandês.
“Sabíamos que essa estratégia poderia acontecer”, revelou Albon. “Acho que já estávamos falando sobre isso na quinta-feira. Não queríamos que acontecesse, e acho que essa não era a forma como queríamos correr. Mas, uma vez que a Racing Bulls começou, basicamente nos colocou em uma posição em que também tivemos de fazer isso. Isso compactou muito o pelotão, e a única forma de sair dessa situação era basicamente repetir o que fizeram. Não foi bonito e foi frustrante, mas, no fim das contas, é um esporte de equipe e maximizamos três pontos para o time”, continuou.
Perguntado sobre a nova diretriz obrigando pilotos a fazerem duas paradas em Mônaco, Albon falou que isso pouco influenciou na decisão de segurar os carros de trás.

“Você nos dá uma corrida com uma parada, a gente faz. Duas paradas, a gente faz. Três, quatro… o que for”, garantiu Albon. “Acho que valia a tentativa, mesmo sendo tão ruim como foi. Acabou se parecendo mais com um pelotão de ciclismo do que com uma corrida”.
“Realisticamente, se quiserem mudar isso, só vejo como opção alterar partes do circuito para criar uma oportunidade real de ultrapassagem ou então diminuir o tamanho dos carros — o que, obviamente, vai acontecer no ano que vem. Mas aqui é simplesmente fácil demais defender. Você precisa de uma margem de 4s ou 5s para conseguir ultrapassar, e isso não acontece”, acrescentou.
A frustração dos carros de trás era tão grande com a lentidão de Albon que George Russell cortou a chicane propositalmente e ultrapassou o tailandês por fora da pista. A atitude, no entanto, não gerou uma punição de 10s, como esperado, mas sim um drive-through. Para o piloto da Williams, a decisão da direção de prova foi correta.
“Se isso não acontecesse, iríamos ver o caos. Acho que foi bom terem sido rigorosos, porque isso abriria brechas enormes para o futuro se começássemos a não punir esse tipo de coisa. Então, acho que foi a decisão correta”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 30 de maio a 1º de junho em Barcelona, que recebe o GP da Espanha, nona etapa da temporada 2025.
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