Alfa Romeo fala em “trazer as melhores atualizações” para pegar Mercedes na F1 2022

Chefe de engenharia de pista da Alfa Romeo, Xevi Pujolar, lembrou que o teto orçamentário da Fórmula 1 pode contar a favor das equipes intermediárias na hora de levar atualizações à pista e aproximá-las dos times que estão à frente no Mundial

O desempenho no GP de Miami deixou a Alfa Romeo bastante confiante para as próximas corridas do calendário da Fórmula 1. Tanto que o diretor de engenharia de pista, Xevi Pujolar, já vê a Mercedes como um alvo possível de ser alcançado na classificação.

Na etapa americana, realizada no último domingo (8), Valtteri Bottas foi mais uma vez consistente na classificação e alinhou em quinto, 0s150 mais rápido que o antigo companheiro de Mercedes, Lewis Hamilton. Na corrida, o finlandês quase cruzou a linha de chegada à frente da dupla prateada, mas terminou em sétimo por conta de um erro no final.

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Valtteri Bottas terminou GP de Miami com o sétimo lugar (Foto: Alfa Romeo)

Ainda assim, ver o forte ritmo da C42 no circuito de Miami deixou Pujolar animado. “Esse é o nosso objetivo e vamos tentar”, disse ao ser questionado sobre a possibilidade de lutar contra a Mercedes pelo posto de terceira força.

“Nessa corrida, estávamos focados principalmente na McLaren, Alpine e AlphaTauri. Mas, obviamente, se a Mercedes estiver na mira e for possível manter sob controle os outros três sem nos expormos, então ficaremos felizes por lutar também contra a Mercedes”, acrescentou o engenheiro.

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No campeonato, Pujolar ressaltou que, no momento, os rivais diretos da Alfa Romeo são Alpine, AlphaTauri e McLaren. No entanto, o engenheiro explicou que, com o retorno da F1 à Europa, as equipes levarão mais atualizações, o que pode deixar a disputa mais aberta.

“Com certeza, todos levarão atualizações, e posso dizer que estamos em uma posição mais confortável por termos alguma vantagem em relação a essas equipes. Agora será quem traz as atualizações mais eficientes ou maiores”, continuou.

Ele lembrou ainda que o limite de gastos fixados em US$ 140 milhões (cerca de R$ 715 milhões) pode contar a favor das equipes intermediárias. “Em um ponto, provavelmente será difícil. É de se esperar que equipes como Mercedes e McLaren deem passos maiores. Temos de ver.”

“Mas, no final das contas, também temos o teto orçamentário. É o mesmo para todos, então veremos quem pode ser mais eficiente, mas também há outros fatores que podem influenciar o limite de gastos e outras coisas que podem acontecer e custar algum dinheiro”, finalizou Pujolar.

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