F1

Alonso se rende à Honda após vitória na Áustria: “Que seja a primeira de muitas”

Relação entre Fernando Alonso e a Honda foi marcada por várias críticas, sobretudo da parte do espanhol, determinante para a o fim da parceria entre os japoneses e a McLaren. Nesta terça-feira, o bicampeão do mundo disse que o retorno da montadora às vitórias “é bom para o esporte”

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
A volta da Honda ao topo do pódio da F1 representou a redenção depois de anos de chacota e fracassos. Anos marcados também por uma aliança com a McLaren que se desgastou dos dois lados: queixas e críticas públicas por parte principalmente de Fernando Alonso contrastaram com a falta de performance e confiabilidade da unidade motriz construída pela fábrica japonesa.
 
Sem lugar na Ferrari, Alonso foi contratado pela McLaren para regressar à equipe depois de um tumultuado ano de 2007 — marcado pela guerra de bastidores envolvendo também Lewis Hamilton e Ron Dennis. Fernando teve boa parte do salário milionário bancado pela Honda. Mas o piloto se mostrou muito insatisfeito por não conseguir ter um equipamento capaz de lutar por vitórias e títulos, ficando muitas vezes restrito às últimas posições.
Toyoharu Tanabe se emocionou com a vitória da Honda na Áustria (Foto: Honda Racing F1)
Um dos atos da crise de relacionamento entre Alonso e a Honda foi no GP do Japão de 2015, em Suzuka, casa da montadora. O bicampeão disparou ao criticar a falta de performance da unidade motriz ao bradar “motor de GP2” pelo rádio, manifestação que foi exibida na transmissão, ganhou o mundo e fez com que a Honda virasse motivo de piada.
 
O relacionamento arranhado entre McLaren — sobretudo Alonso — e Honda causou o rompimento do que seria um casamento de longa duração. Ao fim de 2017, a fábrica de Sakura anunciou o contrato com a Toro Rosso para o ano seguinte, que serviu como ponte para o acordo de dois anos com a Red Bull, válido a partir deste ano.
 
Na nona corrida da temporada 2019, no último domingo (30), Max Verstappen venceu o GP da Áustria com direito a uma exibição cinematográfica. Como gratidão, a Red Bull mandou Toyoharu Tanabe, chefe de projeto da Honda, ao pódio como representante do construtor vencedor. O engenheiro japonês não escondeu a emoção e foi às lágrimas no Red Bull Ring.
Relação entre Honda e Alonso foi turbulenta e marcada por críticas públicas do espanhol (Foto: McLaren)
Naturalmente, o nome de Alonso foi muito lembrado na esteira da vitória da Honda na F1. Perguntado em um vídeo ao vivo veiculado no Instagram sobre qual a opinião a respeito da performance da Honda na comparação quando estava na McLaren, entre 2015 e 2017, o bicampeão amenizou o discurso e aproveitou para parabenizar a fábrica de Sakura.
 
“Não há comparação. Já se passaram muitos anos, e imagino que os motores são muito diferentes. Trabalhamos muito duro no passado e tivemos de superar muitas dificuldades e punições por muitas mudanças no motor. Agora, tomara que esta primeira vitória seja a primeira de muitas porque é bom para o esporte”, destacou.
 
Alonso também foi perguntado se sente falta da F1. E não titubeou ao responder. “Não muito. O ciclo que tive superou qualquer um dos meus sonhos mais otimistas. Pelos mesmos motivos decidi não continuar presente... Poder competir e tentar vencer em outras categorias me obriga a subir a um nível que antes não tinha. Muito feliz”, garantiu.

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