Alpine afasta problema, mas diz que Gasly e Ocon “são pagos para resultados coletivos”

O chefe interino da Alpine, Bruno Famin, assumiu que o estresse da corrida "gera declarações um pouco fortes", mas frisou que os pilotos sabem que o interesse da equipe está acima dos pessoais

A Alpine se pronunciou após a explosão de raiva de Pierre Gasly ao ter de devolver posição para Esteban Ocon antes da linha de chegada do GP do Japão. O chefe interino da equipe, Bruno Famin, tratou de apagar o fogo, assumindo que o estresse da corrida gera “declarações um pouco fortes”, mas frisou que os dois “são pagos para terem os melhores resultados coletivos”.

Perto das voltas finais da corrida em Suzuka, Ocon foi instruído a deixar Gasly passar para que o #10 tentasse ganhar a posição de Fernando Alonso, à frente. Como não teve sucesso, ouviu do time que era para devolver o posto ao carro #31.

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Pierre Gasly mostrou o dedo do meio após ser obrigado a ceder a posição para Esteban Ocon, companheiro na Alpine (Vídeo: reprodução/F1 TV)

Gasly assim fez, mas teve um acesso de raiva no carro, com direito a dedo do meio em protesto pela ordem da Alpine. De cara fechada, Pierre ainda foi duro nas entrevistas, dizendo que iria “conversar internamente” com a base em Enstone.

Após a prova, Famin garantiu que “Não há nenhum problema entre os pilotos”. “Acho que é porque eles lutam para ter os melhores resultados, o que é normal, é por isso que são pagos. Mas também são pagos para terem os melhores resultados coletivos”, disparou.

“Claro que, com o estresse da corrida, algumas declarações podem ser um pouco fortes, mas não tenho nenhuma dúvida de que os pilotos estão alinhados. Para ter o melhor resultado coletivo, deixamos Pierre passar Esteban para ele ter a chance, mesmo que pequena, de tentar ultrapassar Fernando. Isso não foi possível [no final], então trocar novamente é muito normal”, completou o dirigente.

Famin também revelou que a conversa cobrada por Gasly aconteceu, mas a questão principal, na visão do chefe interino, é entender se houve alguma falha de comunicação. “Este é o ponto que temos de verificar para sermos totalmente transparentes. Não sei quando foi falado, e é isso que precisamos esclarecer.”

“Às vezes temos problemas de comunicação porque o sinal [do rádio] não é tão bom”, continuou Famin. “Ou às vezes, o engenheiro acha que foi claro no que disse, mas talvez o piloto não tenha registrado porque está focado em outra coisa. Precisamos checar se o piloto recebeu bem a informação”, salientou, emendando que a manobra foi feita “pelo interesse da equipe”.

“E não tenho dúvidas de que ambos concordam com isso. Se for preciso fazer o contrário nas próximas corridas, eles vão fazer. Eles sabem disso e não há tensão. É a execução da corrida”, enfatizou.

Por fim, ao ser questionado sobre o ‘desabafo’ público de Gasly, Famin encarou como “normal”. “Eles são lutadores, e estão decepcionados logo após a corrida. Podemos conversar por horas sobre o jeito como ele expôs isso. Mas estou convencido de que foi um epifenômeno”, encerrou.

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