Alpine diz que “não houve progresso” e desiste de proposta de equalização de motores na F1
Bruno Famin, chefe interino da Alpine, disse à revista inglesa Autosport que diante do que foi oferecido após reunião da Comissão de F1, "não valia a pena" levar o assunto da equalização dos motores adiante
A Alpine desistiu de levar adiante a proposta de equalização de motores para compensar o déficit de potência detectado pela própria Federação Internacional de Automobilismo (FIA) após análise. A confirmação foi feita pelo chefe interino da equipe francesa, Bruno Famin, que citou o posicionamento da federação e também “de outras fabricantes de unidades de potência” como razão para o abandono da ideia.
A discussão sobre a volta da equalização dos motores surgiu em julho deste ano, após reportagem da revista inglesa Autosport revelar que fontes indicaram um desempenho dos propulsores Renault entre 15 e 25 Kw (20 e 33 hp) abaixo dos rivais após o estudo.
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A FIA chegou a chamar de “notável lacuna de desempenho” em comunicado divulgado após reunião da Comissão de F1 no GP da Bélgica, afirmando que o grupo havia “discutido formas de remediar esta discrepância” e que “os fabricantes de unidades de potência representados na Comissão concordaram em considerar o tópico e trazer a proposta de volta à reunião”.
No final de semana do GP do Catar, no mês passado, porém, Famin afirmou que “não houve progresso” com o plano de equalização, ressaltando que “a prioridade número 1 é ter uma boa unidade de potência para 2026”, quando a F1 terá uma nova geração de motores e redefinição das regras do chassi. A equipe, então, desistiu de retomar a discussão no futuro.

À Autosport, o chefe interino da Alpine faltou sobre a decisão. “Após discussões com a FIA sobre a equalização de motores, nós, como fabricante de unidades de potência, tomamos ativamente a decisão de não levar o assunto adiante, considerando as posições da FIA e de outros fabricantes.”
“O tema da equalização dos motores foi inicialmente apresentado pela FIA durante a reunião da Comissão de F1 em julho. Depois revisamos quais opções tínhamos e quais atualizações de desempenho poderiam ser feitas de acordo com os regulamentos e com o acordo de cavalheiros entre os fabricantes. Rapidamente chegamos à conclusão de que não valia a pena nosso tempo e esforço”, admitiu Famin, dizendo ainda que “um ganho de desempenho tão pequeno seria uma distração em nosso trabalho de desenvolvimento do projeto de 2026”.
Segundo a Autosport, a Alpine abriu mão do projeto por conta da falta de apoio das demais equipes do grid. Espera-se ainda uma apresentação formal da desistência acerca da paridade dos motores na próxima reunião da Comissão de F1, em Abu Dhabi.
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