Alto salário no WEC e na FE impediu negociação da Toro Rosso por Buemi, diz consultor da Red Bull

Sébastien Buemi estava na lista de opções da Toro Rosso para 2019, mas a negociação não prosperou. Helmut Marko revelou que a Toro Rosso não seria capaz de pagar salário equivalente ao ganho pelo suíço no Mundial de Endurance e na Fórmula E

Sébastien Buemi, de contrato renovado para seguir como piloto reserva da Red Bull na Fórmula 1, esteve na lista de opções da Toro Rosso para a dupla de 2019. Helmut Marko, consultor da marca de energéticos na categoria, manifestou interesse no suíço e explicou: a negociação só não pôde avançar por conta do alto custo que a contratação de Buemi envolveria.
 
De acordo com Marko, a Toro Rosso não seria capaz de bancar salário equivalente ao que Buemi ganha em duas categorias – Fórmula E, representando a Nissan, e Mundial de Endurance, representando a Toyota. Para focar na F1, o suíço teria de abrir mão das duas vagas.
 
“Ele ganha um salário muito, muito bom na Fórmula E”, disse Marko, entrevistado pelo site ‘Motorsport Total’. “Ele está em um ambiente feliz. Não tínhamos como oferecer na Toro Rosso o mesmo salário que ele ganha na FE e no WEC”, apontou.
A Toro Rosso não avançou nas negociações por Sébastien Buemi (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Dessa forma, o melhor negócio para Buemi é seguir como reserva da Red Bull – posto que não gera conflito com FE e WEC. Sébastien ocupa tal cargo desde 2012, quando perdeu o posto de titular na própria Toro Rosso após três temporadas.
 
Sem brilhar na F1 – o melhor alcançado em 55 GPs foi o sétimo lugar –, Buemi teve mais sucesso em outros campeonatos. O título no WEC veio em 2014, seguido pelo da FE em 2015-16. O suíço também tem a vitória na 24 Horas de Le Mans de 2018 como destaque no currículo.
 
Impossibilitada de trazer Buemi, a Toro Rosso apostou as fichas no retorno de Daniil Kvyat e na estreia de Alexander Albon.

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