Alvo de fake news e de Hamilton, Marko nega racismo e aplaude esclarecimento

Já está claro que Helmut Marko, consultor da Red Bull, nunca criticou Lewis Hamilton e o movimento antirracista. O dirigente prometeu medidas contra o site que divulgou fake news

As últimas 24 horas foram conturbadas para Helmut Marko, consultor da Red Bull na Fórmula 1. Após o site Essentially Sports divulgar declarações falsas do dirigente, supostamente criticando Lewis Hamilton por se dedicar demais a demonstrações antirracistas, uma investigação mais aprofundada confirmou que se tratava de um caso clássico de fake news. Agora com tudo novamente sob controle, Marko celebra a justiça.

Antes dos esclarecimentos, entretanto, Marko passou por maus bocados. É que Hamilton embarcou na notícia falsa e utilizou redes sociais para se dizer “profundamente entristecido” com o dirigente da Red Bull. O que se viu na sequência foi fãs de Fórmula 1 enchendo publicações da marca de energéticos com críticas.

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“Meu celular não parou por horas”, disse Marko, entrevistado pelo site Motorsport-Total. “O Vicky Lloyd [assessor de comunicação da Red Bull] me ligou para perguntar se eu tinha dito aquilo. Eu não fazia ideia de o que ele estava falando, isso veio do nada. Na RTL [rede de TV alemã] já estava tudo claro, até porque eu nem lembro de ter dito algo assim”, seguiu.

Helmut Marko foi alvo de fake news envolvendo Lewis Hamilton (Foto: Reprodução)

A RTL foi outra peça importante do quebra-cabeças. É que o site Essentially Sports afirmou que as declarações de Marko foram à TV alemã. Esta, por sua vez, afirmou que tal entrevista nunca aconteceu.

“Ele [Hamilton] está emocionalmente muito envolvido e não cabe a ele checar se uma notícia é autêntica ou não. Nós vamos tomar providências a respeito do site [que divulgou a notícia falsa], mas foi bom ver jornalistas que entenderam o que estava acontecendo”, celebrou Marko.

Por fim, Marko afirmou que não se considera racista. O dirigente não fez comentários sobre movimentos antirracistas, mas celebrou a diversidade encontrada dentro da Red Bull.

“Eu não sou racista. Temos todos os tipos de pessoas trabalhando na nossa organização, das mais diferentes nacionalidades. Sempre foi assim também com nosso programa de jovens pilotos e sempre será”, encerrou.

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