Antonelli detalha pilotagem de novo carro da F1: “Sensação melhor do que em 2025”

Andrea Kimi Antonelli explicou nuances da pilotagem do carro da temporada 2026 da Fórmula 1 e admitiu que teve uma sensação melhor do que no ano passado

Os carros da Fórmula 1 em 2026 têm diferenças significativas em relação aos do ano passado. Com novos motores, mudanças na aerodinâmica e no peso, Andrea Kimi Antonelli explicou que a pilotagem mudou, detalhou como a gestão de energia pode influenciar bastante na potência e admitiu que teve uma sensação melhor do que em 2025.

Em 2026, os carros da F1 são menores, mais leves e contam com uma nova aerodinâmica. As unidades de potência, por sua vez, são abastecidas com combustíveis sustentáveis e possuem 50% da potência proveniente da parte elétrica. Além disso, os pilotos têm à disposição os modos boost, ultrapassagem e recarga.

Durante os testes coletivos realizados em Barcelona na semana passada, a Mercedes foi a equipe que mais tempo passou na pista, com 500 voltas completadas e um total de 2.328 km percorridos. Antonelli, que fez um total de 237 giros, deu as primeiras impressões da pilotagem do carro da F1 2026 e detalhou a gestão de energia.

“A potência é impressionante, especialmente porque o aumento da parte elétrica tornou a aceleração mais aguda; você sente muito mais. A bateria não dura muito, exatamente por conta da quantidade de potência que entrega, e a capacidade dela não é suficiente para a reta inteira”, afirmou o jovem italiano.

Andrea Kimi Antonelli detalhou pilotagem do novo carro da F1 (Foto: Mercedes)

“Então, quando a potência elétrica vai gradualmente diminuindo, o carro tende a reduzir, em alguns casos. Isso é novo para todos os pilotos, mas acho que será mais ou menos pronunciado dependendo do tipo de pista”, apontou.

“Tudo vai depender da extensão das retas: nas curtas, você usa menos bateria e se aproxima da tangência em velocidade menor; nas longas, você usa a bateria toda e chega ao ponto de frenagem muito mais rápido. Como resultado, os pontos de referência também podem mudar de curva para curva”, explicou Kimi, antes de ser questionado se sente a redução de carga aerodinâmica.

“Sim, especialmente nas curvas rápidas. Nas lentas, a queda de pressão aerodinâmica é reduzida pelo tamanho e peso menor dos carros. No geral, tive uma sensação melhor do que no ano passado, mesmo com menos pressão aerodinâmica. A situação é diferente nas curvas mais rápidas; lá, a diferença é perceptível. Mas estamos apenas no início do regulamento técnico, então, espero progressos significativos em termos de desempenho ao longo do ano. Vai haver uma evolução significativa”, analisou.

Por fim, Antonelli disse que a frenagem também está diferente devido à menor pressão aerodinâmica. “Com menos pressão aerodinâmica, é mais fácil travar as rodas dianteiras. Mas também é algo relacionado à aerodinâmica ativa, principalmente na asa dianteira. Você precisa ser cauteloso, porque se a asa não muda rápido o suficiente, você trava as rodas quando pisa no pedal do freio”, avaliou.

Andrea Kimi Antonelli disse que está mais fácil travar pneus dianteiros nas freadas (Foto: F1)

“Em Barcelona, fizemos alguns testes para entender o quão rapidamente a asa dianteira fecha. Se for muito lento, os engenheiros tentarão torná-la mais rápida. O objetivo é ter uma janela um pouco maior durante a frenagem, para não ficar exposto ao risco de travar rodas”, encerrou.

Após os testes coletivos em Barcelona, as equipes terão duas semanas para retornar às fábricas e trabalhar com base nos dados coletados nos últimos dias. Dessa forma, os carros só voltam à pista entre 11 e 13 de fevereiro, durante os testes de pré-temporada no Bahrein.

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