Andretti questiona sistema por Mazepin ter superlicença e Herta, não: “Tem algo errado”

Colton Herta se coloca há anos como uma das grandes promessas da Indy e briga por vitórias com frequência. Por isso, não seria espantoso o interesse de equipes da Fórmula 1. O ex-piloto e chefe Michael Andretti, porém, não aceita perder a joia de 21 anos para qualquer time, enquanto Mario Andretti vê injustiças nas superlicenças da F1

Jimmie Johnson escapou na última curva (Vídeo: Indycar)

A convincente vitória de Colton Herta em St. Pete impressionou todos que acompanham a Indy e levantou questionamentos se o jovem piloto de 21 anos poderia mudar o rumo da carreira e seguir para a Fórmula 1 no futuro. Michael Andretti, atual chefe do atleta, expressou seus sentimentos sobre o assunto.

Andretti foi campeão na Indy em 1991, mas dois anos depois se aventurou na Fórmula 1 com uma breve passagem pela McLaren. Por isso, possui experiência para analisar uma possível mudança de Herta de categoria.

“De um ponto de vista bem egoísta, eu espero que ele pilote para mim por muitos anos. Mas eu não quero ficar no caminho dele. Se uma equipe como a Ferrari chamá-lo, não vou impedir. Mas se alguma equipe do fim do grid o convidar, eu talvez diga ‘ei, quero você por aqui’. Estaria fazendo um favor a ele o tirando desses times. Eu conheço várias pessoas por lá [na F1] e o encorajaria se fosse uma boa situação”, disse Michael à revista Racer.

Colton Herta venceu a etapa de St. Pete na Indy no último domingo (Foto: IndyCar)

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Mario Andretti, campeão mundial de F1 em 1978 e pai de Michael, aproveitou para alfinetar a escolha da Haas para a temporada 2021, quando selecionou os novatos Mick Schumacher e Nikita Mazepin, ambos que estavam na Fórmula 2. O russo, principalmente, tem sido alvo de críticas pelos constantes erros em treinos e corridas no início do ano.

“Ele [Herta] tem apenas 21 anos, é uma boa época [para ir à F1], e eu entendo a falta de testes e a restrição da superlicença. Mas, convenhamos, aquele menino russo [Mazepin] ganhou uma superlicença e o jovem de alto nível aqui não consegue? Tem algo errado ali”, pontuou o dirigente ao site Autosport.

Também à revista Racer, Herta expressou sua opinião sobre uma possível mudança de categoria nos próximos anos e sobre o que pensa em correr na Fórmula 1.

“Qualquer conversa sobre a F1 não faz diferença para mim a não ser que você coloque a caneta no papel. Existem muitas coisas desconhecidas que acabam não acontecendo. Pessoas podem falar o que quiserem, mas o fato é que enquanto não acontecer, não significa nada. Eu me interessaria, claro. Acho que seria fora da realidade, e quase arrogante, dizer que preciso estar em um time de ponta. Acho que é necessário trabalhar para isso”, afirmou.

“Honestamente, eu aceitaria uma chamada para ir à Haas, seria algo que me interessaria, mas apenas se fosse no programa de desenvolvimento da Ferrari, pois aí teria a oportunidade de evoluir”, acrescentou o piloto de 21 anos.

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