Ansioso por correr novamente em casa, Pérez afirma: “Não importa o resultado no México, será especial”

Sergio Pérez não vê a hora de seguir para o Autódromo Hermanos Rodríguez para correr de F1 diante da sua torcida. Em entrevista à agência ‘Reuters’, o mexicano contou que chegou a imaginar que jamais disputaria uma prova da categoria em casa. Feliz por ter a perspectiva de disputar o GP do México, ‘Checo’ só quer curtir, não importa qual seja o resultado

Dentre os seis pilotos mexicanos que já passaram pela F1, Sergio Pérez é quem tem o maior número de largadas entre eles. Foram 89 GPs desde sua estreia na categoria, na Sauber, em 2011. Quatro anos depois do seu debute, ‘Checo’, em sua melhor fase na carreira, viverá uma emoção única: ter a chance de disputar o GP do México de F1. E Pérez não vê a hora de acelerar no remodelado Autódromo Hermanos Rodríguez, na Capital Federal.
 
O mexicano de maior sucesso na F1 foi Pedro Rodríguez, que disputou 54 GPs e venceu duas provas: o GP da África do Sul de 1967 e o GP da Bélgica de 1970. Outros também passaram pelo grid, mas sem muito brilho. Casos do irmão de Pedro, Ricardo Rodríguez, Hector Rebaque, Moisés Solana e, mais recentemente, Esteban Gutiérrez. 
Na melhor fase da carreira, Pérez não vê a hora de voltar a acelerar no México (Foto: Force India)
Pérez, com uma trajetória peculiar na F1, onde se destaca mais pelo grande trabalho em equipes do pelotão intermediário, já logrou cinco pódios e três voltas mais rápidas em sua carreira. ‘Checo’, embalado pela conquista do terceiro lugar no GP da Rússia, vai correr neste fim de semana em Austin, no Texas, perto do México. E, depois, seguirá para sua terra para realizar um sonho de criança.
 
Em entrevista à agência de notícias ‘Reuters’, Pérez lembrou dos tempos de menino, quando correu no seu país pela última vez antes de trilhar sua carreira na Europa.
 
“Como mexicano, não tínhamos muita história em nosso esporte. O último mexicano que esteve na F1 foi há 20 anos. De modo que, basicamente para chegar à F1, tive de deixar minha casa aos 14 anos. Trilhei praticamente toda minha carreira na Europa, fiz só uns dois anos de kart no México”, disse o piloto da Force India.
 
“Achei que essa teria sido minha última corrida no México e esperava jamais voltar a guiar no meu país. Queria correr fora do México. Minha meta sempre foi a F1, e ainda que tivéssemos muitos pilotos na Indy, queria ter sucesso. Queria guiar contra os melhores pilotos do mundo porque me sinto como um deles, então queria me testar contra os melhores da Europa”, lembrou.
 
“Aos dez ou 11 anos estava correndo contra pilotos de 20 ou 25. É algo que em outras partes do mundo eu não conseguiria fazer. Isso ajudou muito em minha carreira. Senti que esses dias de kart foram muito bons para mim. Cada vez que viajávamos, eram ao menos dez horas e, depois que a corrida acabava, dormia num trailer, me trocava e colocava o uniforme para ir à escola, levado pelo meu pai”, recordou o jovem de 25 anos nascido em Guadalajara.
 
Na visão do mexicano, o resultado a ser conquistado no próximo fim de semana pouco importa. O que Pérez quer saber mesmo é de desfrutar a chance de correr em casa, diante da sua fanática torcida, depois de tantos anos longe. 
 
“Não me entenda mal. Estou aqui para vencer títulos e corridas. Não é que eu esteja acomodado com o que consegui, mas é algo muito especial para mim guiar no meu país. Não importa o resultado que conquiste no domingo, porque nos domingos você nunca sabe o que vai acontecer, mas vai ser simplesmente um momento muito especial da minha carreira”, concluiu.

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