Antes da 17ª etapa do ano, diretor da Renault destaca preocupação com "quilometragem alta em todas as partes"
Remi Taffin, diretor-esportivo da Renault, confirmou que há uma "preocupação crescente" com a confiabilidade chegando a uma pista exigente como a de Austin após 16 etapas da temporada. Segundo o francês, carros já não contam com partes da unidade de força que não estejam gastas
O diretor-esportivo da Renault, Remi Taffin, revelou preocupações com a confiabilidade dos carros no GP dos Estados Unidos do próximo domingo. Segundo Taffin, após 16 provas os carros já contam com compostos gastos, o que evidentemente pode ser um problema especialmente numa pista exigente como a do Circuito das Américas em Austin.
Mas apesar da quilometragem já alta por todo o carro, Taffin acredita que a experiência e conhecimento material que se tem em mãos e de como levá-lo ao máximo também entra em cena.

Sebastian Vettel é um dos que tem equipamento mais gasto (Foto: AP/Pavel Golovkin)
"Agora que entramos nas três corridas finais, a confiabilidade começa a ser uma preocupação crescente, e ter um circuito desafiador nesse ponto do ano deixa todo mundo um pouco nervoso. A quilometragem é alta em todas as partes do carro, e colocar todas em seus melhores ritmos significa que teremos uma fim de semana trabalhoso para checar tudo nos resguardarmos contra problemas", disse.
"Na maioria dos casos, temos flexibilidade o bastante para nos organizarmos, e ainda temos a confiança de quem conhece o próprio desempenho e sabe perfeitamente como explorá-lo", adicionou.
De forma didática, o diretor da montadora francesa ainda explicou a volta na pista de Austin e quais as implicações cada setor tem no carro.
"O início da volta é um dos setores mais duros para o motor de combustão interna e o turbo. A reta dos boxes tem o motor de combustão interna trabalhando perto do máximo, enquanto mudança de altitude da primeira curva força o turbo a rodar numa velocidade maior para gerar a mesma potência no alto da colina", analisou.
"Na primeira curva, o piloto negocia a sequência até a curva 8. Como nas Esses & Becketts de Suzuka ou Silverstone, o motor de combustão interna estará trabalhando na capacidade máxima o tempo todo. Depois de tudo isso, a longa reta oposta vê os carros rasgarem por quase 1 km a mais de 320 km/h", seguiu.
"O terceiro setor é muito mais travado, mas os hairpins e curvas fechadas vão dar ao sistema de recuperação de energia uma chance para recarregar. A cada curva, o piloto vai pisar nos freios, colocar grandes forças no sistema e encher a bateria de novo", encerrou Taffin.
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