Após divórcio com McLaren, Honda mostra força até em pista desfavorável e já começa a aparecer no retrovisor da Renault

Depois de quase três temporadas inteiras sofrendo com o motor Honda, a McLaren resolveu encerrar a parceria e assinar com a Renault até o fim de 2020. No entanto, logo após o anúncio do divórcio, a montadora japonesa começou a demonstrar sensível melhora, enquanto os franceses seguem com problemas, especialmente na confiabilidade

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McLaren e Honda formaram uma grande parceria no final dos anos 1980 e no início de 1990, mas a retomada, anunciada com toda pompa pelos dois lados para vigorar a partir de 2015, não foi nada positiva. Foram quase três anos com a tradicional equipe sofrendo no fundo no grid com um motor nada confiável e lento, o que levou o time de Woking a perder a paciência e encerrar o acordo ainda com a temporada 2017 em andamento.

 
Com opções reduzidas, sobretudo com as negativas da Ferrari e da antiga parceira, a Mercedes, a McLaren costurou um acordo com a Renault, que atualmente tem o terceiro melhor motor do grid, para as próximas três temporadas. Sem a antiga parceira britânica, a Honda se acertou imediatamente com a Toro Rosso, também até o fim de 2020, indicando que a Red Bull deve pintar também no esquema dos japoneses ao sair da conturbada relação com a Renault nas próximas temporadas.
 
Só que o mais incrível de tudo é que, desde o anúncio do divórcio, a Honda parece ter acordado para a vida. Além do bom desempenho em Singapura, algo que já era projetado desde antes do campeonato começar, os japoneses surpreenderam com uma ótima performance em Sepang, uma das piores pistas para o pacote da McLaren por conta das suas características de média-alta velocidade, ponto fraco do motor Honda.
Stoffel Vandoorne andou muito bem na Malásia e terminou em sétimo (Foto: McLaren)
Ainda que a tabela de pontos não mostre tão claramente, é fato que a Honda evoluiu bem o motor de 2017. Se a parte da performance começa a aparecer finalmente agora, os nipônicos já vinham anteriormente mostrando que suas unidades de potência estão mais confiáveis do que na pré-temporada.
 
Outro ponto que chama a atenção é que a Renault, nova fabricante de motores da McLaren a partir do ano que vem, não parece ter achado ainda um ajuste que deixe suas unidades confiáveis. E os exemplos de vezes em que os motores Renault deixaram seus pilotos na mão em 2017 não são poucos, em que pese a vitória contundente de Max Verstappen no último domingo em Sepang.
 
Na primeira metade da temporada, especialmente, a Red Bull foi quem mais sofreu com isso, principalmente com Max Verstappen abandonando corridas por esse motivo. Nas últimas duas corridas, foi Nico Hülkenberg, da equipe de fábrica, quem teve problema. Em Singapura, o alemão andava em quarto quando seu motor quebrou; na Malásia, foi ao Q3, andava entre os dez primeiros, mas de novo soltou o famoso "no power" no rádio ainda nas primeiras voltas.
Nico Hülkenberg sofreu com problema no motor de novo (Foto: AFP)
E o momento complicado da Renault não é só complicado no que diz respeito à confiabilidade. É possível notar que a performance dos franceses não vem sendo exatamente a esperada. Se a Red Bull parece ter crescido, o mesmo não pode ser dito do time de fábrica da Renault e da Toro Rosso, que seguem sofrendo muito em pistas com retas longas.
 
Por mais que o constante ótimo desempenho de Hülkenberg mascare um pouco isso, os demais pilotos raramente furam a barreira do Q3 em provas como o GP da Malásia e, na corrida, ficam apenas como coadjuvantes, esperando azares alheios para beliscar alguns pontinhos. Claro que o chassi também ajuda — ou, neste caso, atrapalha —, com os conjuntos de Renault e Toro Rosso um pouco inferiores na comparação com o Red Bull RB13.

O fato é que o clima de otimismo na Honda é bastante evidente depois do bom trabalho feito na Malásia. “Acho que hoje nós conseguimos provar o progresso tanto do nosso carro como também da unidade de potência. No geral, foi um passo em frente bem decente para nós, uma vez que pudemos marcar pontos neste circuito potencialmente difícil. Nossa confiabilidade também foi boa ao longo do fim de semana, mesmo diante do forte calor”, afirmou Yusuke Hasegawa, chefe da Honda na F1.

 
“Agora nós estamos indo para nosso GP de casa em Suzuka e espero que nós possamos continuar com nosso momento e entregar uma grande corrida para os nossos fãs”, completou.
 
Mas ainda é um pouco cedo para dizer que a Honda está na frente da Renault, cedo até para afirmar que os japoneses já colaram nos franceses, mas o quarto final de campeonato vai ser crucial para que um panorama de 2018 já seja traçado.
Fernando Alonso e Carlos Sainz Jr. podem se dar bem ou se dar mal juntos em 2018 (Foto: F1/Twitter)
Se confirmado o que foi visto em Sepang, ainda mais em Suzuka, outra pista bastante exigente para os motores, Fernando Alonso vai caminhar a passos ainda mais largos ao título de piloto mais azarado — ou o dono das piores escolhas — da F1. E, se tudo der errado de novo desta vez, o espanhol ainda terá arrastado junto o compatriota Carlos Sainz Jr, a quem tentou 'livrar' da Honda e ajudou a costurar a negociação com a Renault. 
 
Aliás, Sainz deve sofrer um pouco mais do que Alonso em qualquer que seja o cenário do motor Renault. Isso porque, ao que tudo indica, a McLaren vai estar mais próxima de ser o que é hoje a Red Bull do que são a Toro Rosso e a Renault, já que o time de Woking vem em uma sequência de chassis interessantes, cujo desempenho ficou mascarado justamente pela performance abaixo da expectativa do motor Honda.

De uma forma ou de outra, sobretudo para a Honda e para a Renault, 2018 já começou.

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