Após escândalo bilionário da Volkswagen, chefe da Red Bull diz que possível parceria “parece ter virado fumaça”

O escândalo revelado nos últimos dias e que fez o diretor-executivo da Volkswagen deixar o cargo aparentemente arruinou um possível acordo entre a montadora, por meio da Audi, e a Red Bull. Era a saída mais esperada para a marca dos energéticos, que agora parece um tanto quanto perdida sobre o que fazer

O escândalo que se abateu sobre a Volkswagen na última semana – quando foi revelado que a montadora fraudou testes ambientais do motor a diesel e agora encara uma multa de até R$ 72 bilhões apenas nos Estados Unidos, além de investigações na Europa e na Ásia – aparentemente mandou às favas as chances que existiam de parceria com a Red Bull na F1. Foi Christian Horner mesmo quem disse.
 
No Japão para o final de semana da F1 em Suzuka, o chefe da Red Bull falou pela primeira vez do escândalo da Volkswagen, dona da Audi e possível salvação da marca dos energéticos a partir de 2018. Perguntado pela rede de TV norte-americana NBC Sports sobre a possibilidade, Horner respondeu pessimista. "Isso parece ter virado fumaça."
 
Era essa a maior expectativa da Red Bull, uma entrada da Audi em 2018, seguindo um acordo apenas tampão de dois anos com a Ferrari. Mas a situação da marca na F1, que já deu até ultimato, parece ficar apenas macis e mais dramática.
Christian Horner (Foto: Getty Images)
"Dietrich Mateschitz não fala muito, mas quando fala você precisa sentar e prestar atenção – e acho que ele está de certa forma desiludido com o a F1 no momento", disse Horner.
 
"Ele tem sido muito consistente nessa afirmação. É meu trabalho tentar achar uma solução. Temos um grande comprometimento com a F1, uma grande força de trabalho, um time muito talentoso e estou tentando fazer meu melhor para tentar assegurar  que encontremos um motor competitivo para impulsionar o time no ano que vem. Mas claro que se isso não acontecer, há um risco, porque a posição da Red Bull é diferente de times como McLaren ou Williams ou Ferrari", assentiu.
 
"A F1 tem de dar um retorno, um retorno global de marketing. E para fazer isso, você precisa poder não estar restrito em termos das ferramentas à sua disposição", encerrou.
 
Seguindo um pódio no GP de Cingapura, a Red Bull tenta reprisar a conquista numa pista bem menos atrativa a seus olhos, Suzuka. o GP do Japão acontece neste domingo, 27 de setembro, e o GRANDE PRÊMIO acontece AO VIVO e EM TEMPO REAL.

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