Após inúmeras trocas de acusações, Red Bull e Renault selam paz e falam em trabalhar juntas para sanar problemas
Christian Horner e Cyril Abiteboul ficaram lado a lado para garantir que a parceria entre Red Bull e Renault segue firme e forte. Desempenho do novo V6 turbo francês voltou a decepcionar o time dos energéticos
Depois de muitas trocas de acusações, Red Bull e Renault parecem ter encontrado o caminho da paz. Ano passado, o time dos energéticos não conseguiu fazer frente à Mercedes, já que o motor francês se mostrou mais fraco que o propulsor rival, mas a situação deste ano ficou ainda pior, o que fez a escuderia de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat despencar na classificação.
Passadas as etapas de Austrália, Malásia e China, a Red Bull soma 13 pontos, 106 a menos que a líder Mercedes, e ocupa apenas o quinto posto na classificação do Mundial de Construtores.

Cyril Abiteboul e Christian Horner garantiram que Renault e Red Bull ainda têm boa relação (Foto: Getty Images)
Tentando melhorar o clima, Christian Horner, chefe da Red Bull, concedeu uma entrevista coletiva acompanhado por Cyril Abiteboul, diretor da Renault, onde a dupla garantiu que o time dos energéticos e a fábrica francesa ainda têm uma boa relação.
“É claro que você sempre pode melhorar em cada uma das áreas, quer esteja vencendo ou não, mas a parceria funcionou bastante próxima e, se voltarmos ao escapamento soprado, foi um clássico exemplo do chassi e do motor trabalhando juntos em colaboração”, citou Horner. “Não vamos esquecer que o HPP [o departamento de motores da Renault] fica a 30 milhas de Brackley. Na Ferrari também é separado. Você ainda tem dois grupos de pessoas e ainda tem um nível de comunicação em um nível local, acho que apenas têm alguns fundamentos que precisam ser trabalhados”, ponderou.
Abiteboul afirmou que entende a preocupação do chefe da Red Bull e garantiu que a Renault está empenhada em resolver seus problemas.
“Não há um problema com a Red Bull. Eles são um time que quer ser extremamente bem sucedido, estão impacientes para conseguir isso e voltar à posição de vencedores como estávamos há dois anos. Nós entendemos isso e entendemos a frustração deles”, comentou. “Nós somos um fornecedor, mas isso não muda o fato de que também somos corredores e pessoas de corridas, e estamos extremamente frustrados. Dito isto, temos de entender a filosofia e os problemas um do outro e apoiar um ao outro ao invés de afundar um ao outro”, seguiu.
“Nós queremos lidar com isso e não há escolha. Talvez precisemos nos inspirar mais com a forma como eles estão trabalhando e talvez eles também precisem entender os problemas relacionados ao desenvolvimento do motor, que não é um projeto de curto prazo”, concluiu.

CACHIMBO DA PAZ
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