Após ordens, Red Bull descarta tensão com Vettel: “Empregamos esses caras por esse espírito lutador”

Na metade do GP da China, a Red Bull orientou Sebastian Vettel a abrir caminho para a passagem de Daniel Ricciardo. O tetracampeão ainda teimou em obedecer, mas acabou abrindo caminho. Ainda assim, a Red Bull negou qualquer sinal de tensão com o germânico

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Sebastian Vettel está longe de sua melhor forma na temporada 2014 da F1. Lutando para se entender com o RB10, o tetracampeão mais uma vez foi superado por Daniel Ricciardo, que completou o GP da China na quarta colocação, 20s642 à frente.
 
A ultrapassagem de Ricciardo, aliás, contou com uma mãozinha da Red Bull, que facilitou o trabalho do australiano ao pedir que Vettel abrisse caminho ainda em meados da disputa em Xangai. 
Christian Horner negou clima ruim com Sebastian Vettel na Red Bull (Foto: Getty Images)
Relutando em dar a passagem, Vettel questionou o time sobre a estratégia de cada um e, ao ser informado que ambos estavam com os mesmos pneus, mas Daniel tinha parado mais tarde, apenas respondeu: “azar”.
 
Quando informado que Ricciardo tinha uma estratégia diferente, Vettel concordou em entregar a posição. Inicialmente, a dupla dos energéticos planejava uma prova com duas paradas, mas o alto desgaste dos pneus de Sebastian levou o time a considerar alterar a programação do tetracampeão. No fim das contas, o piloto do carro #1 seguiu com o plano original.
 
Chefe da Red Bull, Christian Horner minimizou a reação de Vettel e afirmou que a postura do tetracampeão é normal para um piloto tão competitivo quanto ele. 
 
“Ele é um piloto”, disse Horner. “Nós empregamos esses caras, porque eles têm esse espírito lutador”, continuou.
 
“Ele não venceu quarto títulos mundiais não sendo um piloto”, defendeu. “Claro, ele vai questionar isso para entender, mas assim que ele entendeu a razão, ele imediatamente foi para o lado”, apontou. 
 
Ainda, Horner ponderou que o tempo que Ricciardo perdeu atrás de Vettel não foi o que o impediu de tirar o último posto do pódio de Fernando Alonso.
 
“Acho que não”, avaliou. “Acho que, sem dúvida, ele ficaria mais um pouco na frente, mas fez a coisa certa para o time e deixou seu companheiro de equipe passar.”
 
“Com Fernando, alcançar é uma coisa, mas, com o déficit que tínhamos na reta daqui, passar seria algo diferente”, encerrou.

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