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F1

Após “pegar bastão de Senna”, Hamilton fala em seguir “até amor acabar”

Lewis Hamilton se vê em “uma corrida olímpica de revezamento”, onde pegou o bastão de Ayrton Senna. Mas o hexacampeão deixou claro que não pensa em parar tão cedo, buscando melhorar em todos os aspectos para ser ainda mais completo como piloto e como pessoa

Grande Prêmio / EVELYN GUIMARÃES, de São Paulo / GABRIEL CARVALHO, de São Paulo / FERNANDO SILVA, de São Paulo

Aos 34 anos, hexacampeão mundial e consagrado como um dos maiores e melhores da história da Fórmula 1, Lewis Hamilton está, naturalmente, mais perto do fim do que do começo da sua carreira. Entretanto, o piloto da Mercedes deixa claro que a aposentadoria das pistas, ao menos em curto prazo, está longe dos seus planos. O objetivo é não apenas curtir cada momento possível, mas também seguir vencendo. E, para isso, Lewis se cobra para ser ainda melhor em todos os aspectos, dentro e fora das pistas, em 2020, seguindo os passos do seu grande ídolo e mestre no esporte a motor, Ayrton Senna.
 
Em entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO na manhã desta quarta-feira (13), em São Paulo, o hexacampeão respondeu sobre quando e, se pensa, em parar de correr, Hamilton descreveu assim sua trajetória e missão no esporte.
 
"É um sonho. Na minha mente, eu estou em uma corrida olímpica de revezamento, onde você passa o bastão. Na minha cabeça, eu peguei o bastão do Ayrton para ver o quão longe fui, agora tenho seis e não penso em parar tão cedo”, assegurou.
Lewis Hamilton deixa claro que não pensa em parar tão cedo (Foto: Mercedes)
“O que preciso é viver o momento. É claro que você pode sonhar e ter aspirações para o futuro, mas eu acho que é muito importante. Isso já passou, e agora estou pensando nestas duas corridas [Brasil e Abu Dhabi] como testes, de como posso melhorar, se tento algo diferente que tenha impacto no ano que vem", complementou.
 
Ciente de que falta cada vez menos para igualar Michael Schumacher como maior campeão e vencedor da história da F1, Hamilton se mostra determinado a quebrar todas as marcas. No fim das contas, ser o melhor e seguir no topo é o que o motiva a continuar trabalhando e se aperfeiçoando dia após dia. Tudo pelo amor que tem pela competição e pelas vitórias.
 
"É claro que quero mais um campeonato. Estou determinado a melhorar em um todo com meu time, mas nada é dado de mãos beijadas, teremos uma grande briga no ano que vem, que deve ser animada. Eu acho que o ponto chave é que amo o que faço. Quero continuar até esse amor acabar", concluiu.

Ainda na entrevista desta concedida com a participação do GRANDE PRÊMIO, Hamilton falou ainda sobre como o respeito do público brasileiro por ele cresceu a partir da batalha por título de 2008; apontou que irá deixar de usar plástico na vida cada vez mais sustentável; prometeu começar um trabalho voltado a diminuir o déficit de representatividade no esporte a motor; fez mistério sobre o mercado de pilotos da F1 para 2021; e se mostrou contrário à construção do autódromo de Deodoro por questões ambientais e pediu investimento em educação.
 
O GRANDE PRÊMIO cobre in loco o GP do Brasil com os jornalistas Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Flavio Gomes, Gabriel Carvalho, Gabriel Curty e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe todo o noticiário aqui e tudo dos bastidores e das atividades em pista AO VIVO e em TEMPO REAL.
Paddockast # 41
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