F1

Após série de falhas, Renault admite erro ao forçar rendimento do motor no GP do México: “Não há desculpas”

Cyril Abiteboul acredita que a Renault errou ao usar mais potência do que devia no México. Ao fazer isso, a equipe se sujeitou a problemas mecânicos no fim de semana. Mesmo assim, o dirigente pondera que a filosofia permitiu a vitória de Max Verstappen
Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
 Cyril Abiteboul (Foto: Bernard Asset/DPPI)

A Renault teve um fim de semana sofrível no México. Sofrendo com problemas mecânicos desde os treinos livres, a marca viu apenas dois dos seis carros com motor francês cruzando a linha de chegada – os demais quebraram ao longo das 71 voltas de corrida. Para Cyril Abiteboul, chefe da companhia, está claro: houve um erro ao julgar a capacidade da unidade de potência em solo mexicano.
 
“A gente cometeu um erro de julgamento ao tentar equilibrar performance e confiabilidade”, indicou Abiteboul. “Isso fica claro quando você olha para o ritmo do carro no fim de semana, estamos extremamente competitivos. O lado negativo é que não tínhamos o nível adequado de confiabilidade para nossa performance. Mesmo assim, esse foi o julgamento que permitiu que um carro com motor Renault estivesse no alto do pódio”, completou. Abiteboul faz referência a Max Verstappen, que driblou os problemas mecânicos para vencer o GP do México.
Nico Hülkenberg foi um dos que abandonaram no México (Foto: Renault)

A corrida mexicana era um sinal de alerta para as fornecedoras de motor, que previam dificuldades com a altitude de 2250 metros. Aos olhos de Abiteboul, todavia, isso não serve como desculpa. “Já sabíamos disso, já corremos aqui faz dois anos e sabemos o que esperar. Não há desculpas. Talvez a gente seja mais humilde agora e aceite o fato de que o motor precisa ser administrado”, seguiu.
 
Para o futuro, o dirigente acredita que o exemplo a ser seguido é o da Mercedes. Em essência precisando que Lewis Hamilton cruzasse a linha de chegada para ser campeão, a marca alemã foi cuidadosa com a configuração do motor.
 
“Se você olhar para a Mercedes, deu para reparar que a recuperação do Hamilton foi completamente diferente das que vimos em outras corridas”, ponderou. “Ele sofreu para acompanhar o Alonso e não conseguiu passar Magnussen ou Sainz. Isso diz muito sobre como a Mercedes agiu nesse fim de semana, o que deve servir como exemplo para os próximos anos”, encerrou.
 
VIGIAR E PUNIR

COM GALID OSMAN, PADDOCK GP #101 QUESTIONA: VERSTAPPEN MERECEU PUNIÇÃO EM AUSTIN?