Após ultimato, Palmer apela à superstição e põe fogo em ‘cueca do azar’ para espantar zica antes de corrida decisiva na Hungria

Com futuro em xeque na Renault, Jolyon Palmer tem pela frente uma última cartada para seguir na equipe no restante da temporada. Mas além do novo assoalho preparado para o fim de semana do GP da Hungria, o britânico apelou à superstição. Tudo para deixar o azar no passado, ter uma performance convincente e pontuar pela primeira vez no campeonato

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Uma vez que a Renault emprega seus esforços e esperanças na boa performance de Robert Kubica na sessão de testes logo após o GP da Hungria, Jolyon Palmer tem talvez a última chance para convencer a seguir como titular no restante da temporada. O britânico vai contar com um novo assoalho neste fim de semana em Hungaroring. Mas para espantar de vez a má fase, Palmer apelou até para a superstição.

 
“Coloquei fogo na cueca do azar, de modo que isso já não vai me atrapalhar mais. Não sou supersticioso, mas você tem de dizer que essa série de azar vai terminar”, disse, esperançoso, o piloto da Renault em prévia divulgada pela equipe nesta segunda-feira.
 
Mas a má fase de Palmer vai muito além do azar. Campeão da GP2 (hoje F2) em 2014, o piloto de 26 anos acumulou quilometragem na então Lotus na temporada seguinte como reserva. Quando a Renault adquiriu o time britânico, Jolyon foi promovido a titular. Mas enquanto Kevin Magnussen somou sete pontos em um ano de transição, o britânico marcou apenas um.
Jolyon Palmer apela até à superstição para colocar fim à má fase que ameaça sua permanência na Renault (Foto: AFP)
Em 2017, Palmer não acompanhou a evolução da Renault, que trouxe Nico Hülkenberg para o lugar de Magnussen, que foi para a Haas. Em pouco tempo, o alemão mostrou seu valor e marcou todos os 26 pontos da equipe anglo-francesa. E Palmer segue no zero após dez corridas.
 
A última cartada para Palmer está no uso do assoalho novo, que a Renault instalou no carro de Hülkenberg no fim de semana do GP da Inglaterra. O germânico mostrou ótimo rendimento, fez sua melhor classificação no ano, largou em quinto e terminou em sexto lugar em Silverstone. Palmer até teve uma posição razoável no grid, 11º, mas sequer largou por conta de problemas hidráulicos.
 
Com o novo assoalho e a ‘cueca do azar’ queimada, Palmer agora espera pelo menos uma mudança na sorte para evitar a fila do desemprego.
 

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“Usei o novo assoalho no primeiro treino e funcionou bem, então isso significa que fico feliz por tê-lo em Budapeste. Nico mostrou os benefícios do assoalho durante todo o fim de semana com sua sólida classificação e seu ritmo de corrida”, destacou.

 
“É empolgante para a equipe, já que a tendência é de sermos competitivos e estarmos à frente dos nossos rivais. Isso é tudo o que desejo para a Hungria”, encerrou Palmer, cada vez mais ameaçado na Renault.
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