Aposentado, Brawn nega qualquer contato para voltar à F1, mas deixa porta aberta: “Nunca diga nunca”

Já se vão quase três anos desde que Ross Brawn deixou a chefia da Mercedes para focar na aposentadoria, mas a porta para um retorno na F1 não está fechado. Campeão mundial 16 vezes entre 1994 e 2009, Brawn não fecha a porta para retorno, mas também não quer que seja como antes

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Aposentado desde que deixou a Mercedes no final de 2013, o histórico diretor-técnico e chefe de equipe Ross Brawn não quer fechar a porta para a F1. Mas, verdade seja dita, não dá a sensação de que queira voltar a ter um cargo de tamanho peso como por boa parte de sua vida.

 
Aos 61 anos de idade, Brawn esteve na F1 desde o final dos anos 1970 até 2013 tirando apenas um ano longe, em 2007, quando deixou a Ferrari. Somente entre 1994, quando o carro que projetou levou a Benetton a seu primeiro título, e 2009, quando era chefe da sua própria equipe, venceu 16 mundiais entre Construtores e Pilotos.
 
Em entrevista dada para a rede de TV inglesa 'Sky Sports', Brawn admitiu que sua aposentadoria pode sofrer uma aposentadoria, mas por enquanto não há chances de que isso aconteça. Isso porque, segundo afirmou, não recebeu propostas. Seguiu dizendo, ainda, que não está muito inclinado a voltar a assumir um posto que o consuma ininterruptamente.
Schumacher e Brawn no GP do Brasil de 1995: parceria de longa data (Foto: Alexander Hassenstein/Bongarts/Getty Images)
"Não, em qualquer nível, não [recebi prospostas]. Nunca diga nunca para esse tipo de coisa, mas eu estou bem feliz com o que estou fazendo e não apareceu nada que me deixasse motivado ou interessado", afirmou.
 
"Minha natureza de trabalho quando eu estava envolvido com a F1 era de 24 horas por dia, sete dias por semana. Não sei se quero mais um trabalho 24/7", falou.
 
Quem sabe chefão das regras? Nos últimos meses, Christian Horner, o ex-presidente da FIA – Max Mosley -, e Jenson Button foram alguns dos que pediram que a F1 entregasse o papel de estabelecer as regras esportivas e técnicas da categoria a alguém – e que esse alguém fosse Brawn.
 
"Talvez você precise de alguém independente, alguém que não esteja atualmente envolvido, alguém como Ross Brawn, que entende o negócio e os desafios de escrever uma especificação para o que um carro deva ser", falou Horner na época.
 
Não parece, no entanto, que Bernie Ecclestone e a FIA, do ex-parceiro de Ferrari Jean Todt, veriam tal contratação e atribulação com bons olhos.
 
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