Associação dos Pilotos critica F1 “obsoleta” e clama por “reestruturação de governança” após fiasco na Austrália

A Associação de Pilotos da F1, a GPDA, tocou nas feridas da categoria. O grupo, através de uma carta, reclamou do corpo governante da categoria, tido como “obsoleto”

O GP da Austrália, marcado pelo fiasco do novo treino classificatório, serviu para atiçar a Associação de Pilotos da F1, a GPDA. Através de carta divulgada nesta quarta-feira (23), a entidade reclamou do corpo governante da categoria, visto como “obsoleto”. E apontou: se algo não mudar, o certame não vai conseguir conquistar novos fãs, parando de crescer.
 
“Os pilotos concluíram que o processo de tomada de decisões do esporte é obsoleto, evitando que progresso seja alcançado. Isso reflete negativamente, evitando que seja adequado para a próxima geração de fãs e comprometendo o crescimento global”, apontou a carta.
A tradicional foto com todos os pilotos da F1 na abertura da temporada 2016 (Foto: Getty Images)
As críticas vêm após um GP da Austrália muito movimentado nos bastidores. Poucas horas após a realização do treino classificatório no formato ‘dança das cadeiras’, dirigentes da F1 se reuniram e descartaram a novidade sem pensar duas vezes. Comportamento semelhante foi visto algumas semanas antes, quando a FIA anunciou a introdução da nova classificação, sem debater muito sobre. Nos dois casos, pilotos não foram consultados.
 
Mas, para a GPDA, isso não é nem o mais grave. A organização reclama mesmo é da falta de planejamento do corpo governante, que muda regulamentos com facilidade ímpar.

“Gostaríamos de pedir e clamar que donos e acionistas da F1 considerem uma reestruturação de sua própria governança. As direções e decisões futuras da F1, sejam elas ao curto ou longo prazo, esportivas ou técnicas, devem ser baseadas em um grande planejamento. Tal planejamento deve refletir os princípios e valores da F1”, seguiu a carta.

Alex Wurz, presidente da GPDA (Foto: Getty Images)
Apesar das críticas, a GPDA também deixa clara sua boa intenção. Os pilotos que assinam a carta dizem se preocupar com o futuro da categoria, além de deixar claro que o comunicado não é alguma forma de ataque.
 
“A F1 se estabeleceu, sem dúvidas, como o pináculo do automobilismo e, como tal, um dos esportes mais populares do mundo. Nós, pilotos, seguimos juntos para oferecer nossa ajuda para manter a F1 neste nível e além, fazendo-a adequada para os próximos anos e gerações que virão”, continuou
 
“É importante apontar que esta carta é escrita com o melhor interesse de todos, a não deve ser vista como um ataque cego e desrespeitoso”, finalizou.
A carta é assinada por Jenson Button, Sebastian Vettel, Fernando Alonso e Alexander Wurz. O austríaco, aliás, é o presidente do grupo.
 
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