Aston Martin diz que Newey “vai curtir ambiente” e ressalta: “Comunicação é a chave”
Andy Cowell destacou o ambiente coletivo que a Aston Martin criou para receber Adrian Newey e Enrico Cardile. Chefe da equipe britânica também destacou a importância da parceria com a Honda para brigar por vitórias e títulos
A chegada de Adrian Newey à Aston Martin já é realidade, e Enrico Cardile está a caminho. A dupla de renomados engenheiros, vinda de Red Bull e Ferrari, respectivamente, foi contratada para liderar a transformação técnica da equipe de Silverstone rumo à nova era da Fórmula 1, que começa em 2026 com novo regulamento e motores atualizados. Para Andy Cowell, chefe do time britânico, os dois encontrarão um ambiente de trabalho que favorece a colaboração e a inovação.
Newey já trabalha no projeto do carro de 2026, enquanto Cardile só poderá vestir oficialmente o verde da Aston Martin a partir de julho. Além da dupla de engenheiros, a equipe britânica também se prepara para se tornar o time oficial da Honda, em mais uma grande virada estrutural para a próxima geração da categoria.
“Nos esportes coletivos, tudo se resume a formar um grupo de pessoas colaborativas, criativas, motivadas, honestas, humildes e com autoconsciência. Por isso, acredito que tanto Adrian quanto Enrico vão curtir muito o ambiente aqui”, disse Cowell em entrevista ao GPBlog. “Eles se juntaram à equipe por causa da visão que o Lawrence [Stroll] estabeleceu e pelo que ouviram nas conversas sobre como estamos tentando fazer as coisas”, explicou.
A parceria com a montadora japonesa prevê fornecimento exclusivo de unidades de potência e câmbio, e já está sendo tratada internamente como um divisor de águas. Cowell vê a união como essencial para competir com os grandes times da F1.

“A maioria dos campeonatos é vencida por equipes oficiais, com colaborações sólidas e uma infraestrutura de ponta. Elas têm seus próprios túneis de vento e simuladores, e tudo é desenhado de forma integrada. Então, se associar à Honda é uma notícia excelente. É uma organização fantástica de se trabalhar”, explanou.
Cowell ainda comentou que o sucesso recente da Honda com a Red Bull, incluindo quatro títulos de pilotos e dois de construtores desde 2021, mostra que a fornecedora está em outro patamar técnico e organizacional — muito diferente do cenário vivido na fracassada parceria com a McLaren, entre 2015 e 2017.
“Trabalhar com abertura e transparência é fundamental. Quando engenheiros colaboram, qualquer pergunta técnica que surgir precisa ter uma resposta clara, sem esconder informações. É assim que estamos trabalhando com a Honda”, afirmou.
Por fim, o dirigente explicou que sua experiência prévia no desenvolvimento de unidades de potência permite atuar como ponte entre as áreas de engenharia e gestão, facilitando a comunicação e integração entre Honda e Aston Martin. Anteriormente, Cowell já elogiou a fabricante pelo processo de transição entre a atual parceria com os taurinos para a futura com os britânicos.
“Espero ajudar nesse processo, porque aprendo todos os dias sobre o universo dos carros de corrida. Tenho experiência no mundo da combustão, nos rolamentos de manivela de uma unidade de potência, e isso me permite enxergar os dois lados. Posso explicar por que algo foi proposto e traduzir esse raciocínio para os demais. Comunicação é a chave da colaboração”, concluiu.
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